quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

SANTA TERESA


Santa Teresa é um bairro da cidade brasileira do Rio de Janeiro, conhecido pelas construções históricas e pelos bondes que circulam em suas ruas. Faz limite com os bairros do Centro, Glória, Catete, Laranjeiras,Cosme Velho, Catumbi, Rio Comprido e Alto da Boa Vista. Está localizado na Região Central da cidade.


Também há, no bairro, um polo gastronômico, principalmente ao redor do Largo dos Guimarães, área nobre do bairro. Santa Teresa vem se firmando como uma das principais atrações turísticas do Rio de Janeiro, o que faz com que muitos a considerem como "o Montmartre carioca", devido ao grande número de artistas que possuem ateliê e residem no local. Por causa desse alvoroço cultural, empresários estrangeiros estão investindo em Santa Teresa, adquirindo e reformando propriedades no bairro, como é o caso do Hotel Santa Teresa e do Castelo São Fernando. A valorização que vem ocorrendo no mercado imobiliário do bairro é fruto de um "frenesi" que toma conta dos cariocas, resultado da revitalização da Região Central da cidade.


O bairro, carinhosamente chamado pelos cariocas de "Santa", é composto de várias ladeiras tortuosas, que ligam-no aos bairros vizinhos do Centro, Glória, Laranjeiras, Cosme Velho,Catumbi, Catete e Rio Comprido. No alto, há uma impressionante vista, além dos acessos para o Parque Nacional da Tijuca e o Corcovado. O acesso é feito pelo bonde, por linhas de ônibus e por jipes turísticos.

O caminho do Silvestre quando os trilhos ainda eram fixados em estrada de chão. Se a Estação Silvestre for reativada, como planejavam as autoridades, será possível embarcar na Estação Carioca e chegar até o Cristo Redentor, fazendo baldeação para o Trem do Corcovado no Silvestre.

Vivem, em Santa Teresa, muitos intelectuais, acadêmicos e artistas, atraídos pelas características históricas, culturais e pela qualidade de vida que o bairro proporciona. Em função desse perfil, trata-se de um bairro formador de opinião, com participação política, em movimentos populares ou mobilizações coletivas. Há também um grande número de organizações não governamentais instaladas no bairro, que prestam serviços e dão apoio às comunidades localizadas no entorno do bairro.

O bairro de Santa Teresa surgiu a partir do convento de mesmo nome, no século XVIII. Foi inicialmente habitado pela classe alta da época, numa das primeiras expansões da cidade para fora do núcleo inicial de povoamento, no Centro da cidade. Surgiram, então, vários casarões e mansões inspirados na arquitetura francesa da época, muitos dos quais estão em pé até hoje. O bairro de Santa Teresa recebeu ao longo de toda sua existência muitos imigrantes europeus.


Por volta de 1850, a região foi intensivamente ocupada pela população que fugia da epidemia de febre amarela na cidade. Por ficar num local mais elevado, a região era menos atingida pela epidemia do que os bairros que a circundavam.

Em 1872, surgiria o bonde que se tornou o símbolo do bairro, subindo a Rua Almirante Alexandrino. Inicialmente, o bonde era verde, mas passou a ser pintado de amarelo após reclamações de moradores que diziam que o bonde "sumia" em meio à vegetação do bairro[carece de fontes. O bonde vai do bairro ao Centro da cidade através dos Aqueduto da Carioca desde 1896, quando fez sua primeira viagem.


Com o tempo, Santa Teresa perdeu seu status de bairro nobre, mas tornou-se, ao longo dos anos, um bairro de interesse cultural e turístico. As principais atrações são:
Bonde de Santa Teresa
Museu da Chácara do Céu
Parque das Ruínas
Castelo Valentim
Convento de Santa Teresa
Ateliês
Restaurantes e bares
Igreja de Nossa Senhora das Neves
Museu do Bonde



O bairro possui uma das mais antigas associações de moradores do Rio de Janeiro. A Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa foi proposta pela primeira vez em manifestação pública e através de abaixo-assinado, na Praça Odilo Costa Neto, na então famosa Festa Junina de Santa Teresa, em junho de 1978. Seu registro de fundação é de 10 de julho de 1980.

Vendedor de galinhas e patos numa rua de santa Teresa-1919

A partir de manifestações organizadas, os moradores conseguiram a preservação do sistema de bondes histórico, através do tombamento e de cobranças constantes do poder público pela liberação de verbas para os bondinhos. Porém, com o trágico acidente ocorrido com o bonde em 27 de agosto de 2011 que matou seis pessoas, o governo estadual, responsável pela operação do bonde, resolveu paralisar temporariamente a sua circulação, até que fossem feitas obras de modernização do sistema.

Ruas de Subida:
Rua Monte Alegre
Rua Cândido Mendes
Rua Paula Mattos
Ladeira do Castro
Rua Alice
Rua Francisco Muratóri
Avenida Gomes Freire
(Fonte Wikipédia)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Copacabana

Copacabana é um bairro nobre situado na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. É um dos bairros mais famosos do Brasil. Tem o apelido de Princesinha do Mar. Faz divisa com os bairros da Lagoa, Ipanema, Botafogo e Leme. Possui em torno de 150 000 habitantes.


Praia de Copacabana.



Copacabana atrai um grande contingente de turistas para seus mais de oitenta hotéis, que ficam especialmente cheios durante as épocas do ano-novo e do carnaval. No fim de ano, a tradicional queima de fogos na Praia de Copacabana atrai uma multidão de pessoas. A orla ainda é lugar de variados eventos, comoshows nacionais e internacionais, durante o resto do ano.



Av. Atlântica.



Há várias hipóteses etimológicas para o nome Copacabana. A primeira alega que o termo teria vindo da língua quíchua falado no antigo Império Inca, significando "lugar luminoso", "praia azul"[2] ou "mirante do azul"[3]. Outras fontes apontam o termo como originário da língua aimará falada na Bolívia, significando "vista do lago" (kota kahuana). Nesse país, Copacabana é o nome dado a uma cidade situada às margens do Lago Titicaca, fundada sobre um antigo local de culto inca. Existem relatos de que, nesse local, antes da chegada dos colonizadores espanhóis, ocorria o culto a uma divindade chamada Kopakawana, que protegeria o casamento e a fertilidade das mulheres.




Por ficar numa área de difícil acesso, até o final do século XIX somente existiam na localidade o Forte Reduto do Leme, a pequena Igreja de Nossa Senhora de Copacabana e algumas chácaras e sítios.Segundo a lenda, após a chegada dos espanhóis à região, Nossa Senhora teria aparecido no local para Francisco Tito Yupanqui, um jovem pescador, que, em sua homenagem, teria esculpido uma imagem da santa que ficou conhecida como Nossa Senhora de Copacabana: a Virgem vestida de dourado pousada sobre uma meia-lua. No século XVII, comerciantes bolivianos e peruanos de prata (chamados na época de "peruleiros") trouxeram uma réplica dessa imagem para a praia do Rio de Janeiro então chamada de Sacopenapã (nome tupi que significa "caminho de socós"). Sobre um rochedo dessa praia, construíram uma capela em homenagem à santa. Tal capela, com o tempo, passou a designar a praia e o bairro. Tal capela veio a ser demolida em 1914, para ser erigido, em seu lugar, o atual Forte de Copacabana[4].




Segundo o mesmo dicionário acima citado, o doutor Figueiredo Magalhães, médico de renome e residente no bairro, o recomendava a pessoas convalescentes, para repouso e, assim, cresceu o número de seus habitantes. Entretanto, somente com a inauguração de um túnel no Morro de Vila Rica (Túnel Velho), em 6 de julho de 1892, pela Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico (atual Light), entre Copacabana e Botafogo, o bairro começou a se integrar ao resto da cidade.



Com a ampliação das linhas de bonde até o Forte do Leme e à Igreja de Nossa Senhora de Copacabana (onde hoje fica o Forte de Copacabana), o bairro foi ganhando ruas e casas, fator acentuado ainda mais com a inauguração da Avenida Atlântica em 1906, na orla do bairro.



Em 1923, foi inaugurado, na Avenida Atlântica, o Hotel Copacabana Palace, que se tornou um dos símbolos do bairro e da cidade[5].



Copacabana Palace.



Na década de 1970, foi realizado, pela Superintendência de Urbanização e Saneamento[6], por meio de dragas nacionais (a draga Ster) e neerlandesas (a draga autotransportadora Transmundum III, pertencente à empresa de dragagem neerlandesa R. Boltje & Zonen – Zwolle, conduzida por Kor Boltje), um grande aterro hidráulico, comandado pelo engenheiro Hildebrando de Góis Filho, presidente da Companhia Brasileira de Dragagens, que ampliou a área de areia da praia e cujos objetivos principais eram: o alargamento das pistas da Avenida Atlântica, a passagem do interceptor oceânico — tubulação que transporta todo o esgoto da Zona Sul até o emissário de Ipanema — e evitar que as ressacas chegassem à Avenida Nossa Senhora de Copacabana e às garagens dos prédios da Avenida Atlântica. Este alargamento da praia foi de cerca de setenta metros de largura ao longo de toda sua extensão de quatro quilômetros. Os estudos em modelos físicoshidráulicos dessa ampliação foram realizados no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa. Nesse modelo lisboeta, trabalharam os engenheiros portugueses Fernando Maria Manzanares Abecasis, Veiga da Cunha, José Pires Castanho e Daniel Vera Cruz, além do engenheiro brasileiro Jorge Paes Rios. 



Posteriormente, foram construídos, na orla, uma ciclovia e alguns quiosques para atendimento ao público.(fonte: Wikipédia)



Anos 50, postal de foto da Avenida Atlântica com o Hotel Copacabana Palace



Copacabana - década de 20



Praia de Copacabana, 1956.











Túnel velho.





segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

TIJUCA

"Tijuca" é um nome com origem na língua tupi e significa "água podre", de ty("água") e îuk ("podre"). O nome, porém, se refere principalmente à região da Lagoa da Tijuca, que possui muito mangue e água parada e que está separada do atual bairro da Tijuca pelo Maciço da Tijuca. O bairro atual da Tijuca ficava no caminho para a Lagoa da Tijuca, razão pela qual acabou por adquirir o nome dessa lagoa.


Quadro de Rugendas de 1820 mostrando visitantes indo para a Tijuca seguindo uma caravana mercante (WIKIPÉDIA)

Logo após a vitória dos portugueses sobre os franceses no episódio da França Antártica, em 1565, a região do atual bairro da Tijuca foi ocupada pelos padres jesuítas, que, nela, instalaram imensas fazendas dedicadas ao cultivo da cana-de-açúcar. Nessa época, foi construída uma capela dedicada a São Francisco Xavier que deu o nome à fazenda dos jesuítas mais próxima do Centro da cidade: a Fazenda de São Francisco Xavier. Em 1759, com a expulsão dos jesuítas do Brasil pelo Marquês de Pombal, as suas fazendas foram vendidas a centenas de novos sitiantes.

Foto de Augusto Malta em 1926.

A região passou a caracterizar-se pelas suas chácaras e, a partir do século XX, passou a ser um bairro tipicamente urbano. Ainda assim, possui a terceira maior floresta urbana do mundo, a Floresta da Tijuca, plantada por determinação de dom Pedro II na segunda metade do século XIX pelo major Archer em terras de café desapropriadas, para combater a falta de água que se instalara na então capital do império. Trata-se de uma floresta secundária, uma vez que é fruto de um replantio, compreendendo espécies que não são nativas da mata atlântica, a cobertura vegetal original.

Data de 1859 até 1866 o funcionamento pioneiro da primeira linha de transporte em veículos sobre trilhos no Rio de Janeiro, com tração animal, anterior ao bonde elétrico, ligando o Largo do Rocio (a atual Praça Tiradentes) ao Alto da Boa Vista.

Em 23 de agosto de 1985, o Decreto 5 280 definiu os atuais limites do bairro.

Em 2010, foi inaugurada a primeira Unidade de Polícia Pacificadora na Tijuca, no Morro do Borel. Tal medida foi tomada visando a combater a crescente criminalidade no bairro.

Rua Barão de Mesquita próximo à Francisco Xavier, anos 60.

Praça Saenz Peña - 1940

Alto da Boa Vista no início dos séc XX, talvez final do XIX.(fonte. site foi um rio que passou)






quinta-feira, 19 de maio de 2011

ESTAÇÕES FERROVIÁRIAS - RAMAL DE MANGARATIBA

CONTINUANDO A SAGA POR ENTRE AS LINHAS FERROVIÁRIAS DO RJ. VAMOS FALAR AGORA SOBRE AS LINHAS DO RAMAL DE MANGARATIBA QUE TEM SAÍDA PELA ESTAÇÃO DE DEODORO.


HISTÓRICO DA LINHA: O ramal de Angra, posteriormente chamado de ramal de Mangaratiba, foi inaugurado em 1878, partindo da estação de Sapopemba (Deodoro) até o distante subúrbio de Santa Cruz. Somente foi prolongado em 1911 até Itaguaí, e em 1914 chegou a Mangaratiba, de onde deveria ser prolongado até alcançar Angra dos Reis, onde, em 1928, a E. F. Oeste de Minas havia atingido com sua linha vinda de Barra Mansa. Tal nunca aconteceu, e o ramal, com trechos belíssimos ao longo da praia, muito próximo ao mar, transportou passageiros em toda a sua extensão até por volta de 1982, quando foi desativado. Antes disso, em 1973, uma variante construída pela RFFSA e que partia de um ponto próximo à estação de Japeri, na Linha do Centro, permitia que trens com minério alcançassem o porto de Guaíba, próximo a Mangaratiba, encontrando o velho ramal na altura da parada Brisamar. A variante, entretanto, deixava de coincidir com o ramal na altura da ponta de Santo Antonio, onde desviava para o porto; com isso, em 30/06/1983, o trecho original entre esse local e Mangaratiba foi erradicado e os trens passaram a circular somente entre Deodoro e Santa Cruz, de onde voltavam. Hoje, esse trecho ainda é usado pelos trens de subúrbio, o trecho entre Santa Cruz e Brisamar está abandonado e o restante, Brisamar-porto, é utilizado pelos trens de minério apenas.



VILA MILITAR

A estação de Vila Militar foi inaugurada em 1910. Em 1928, Max Vasconcellos explicava a razão de seu nome: "...chega o trem à Vila Militar, onde o passageiro observa as amplas, modernas e confortaveis construções para aquartelamento de tropas da guarnição militar do Rio de Janeiro, destacando-se de entre elas o edifício da Escola de Aperfeiçoamento, à esquerda e o Casino, à direita." Hoje é estação do trem metropolitano da Supervia, mantendo seu belo prédio.


A estação, sem data, provavelmente anos 1910. Autor desconhecido.


PINTURA A ÓLEO. SEM DATA.


FOTO TIRADA EM 1910.



Magalhães Bastos

A estação de Magalhães Bastos foi inaugurada em 1914 e seu nome homenageia Antonio Leite de Magalhães Bastos Filho, coronel comandante do Primeiro Batalhão de Engenharia. Aliás, seu nome original era Coronel Magalhães Bastos. Max Vasconcellos afirmava em 1928 que "os moradores da ala esquerda da Villa Militar serviam-se do pequeno estribo de Cel. Magalhães Bastos." Ou seja, era apenas uma paradinha próxima (menos de 1 km) da estação anterior, que levava o nome da Vila Militar. A partir do final de 2003, a estação ficou um ano sem que trens com destino a Santa Cruz pudessem parar na plataforma para desembarque de passageiros, fato que levou a população do local a ter de tomar ônibus até a estação do Realengo para ali tomar o trem.. A plataforma foi destruída em função de uma tubulação de água que se rompeu. Após cobranças e mais cobranças, reportagens em jornais e nada ser resolvido, foi impetrada Ação Cívil Pública contra a Supervia para que se resolvesse o problema. O serviço afinal foi executado, além melhorias como a cobertura da de parte da plataforma, construção de banheiros sanitários, pintura etc. A vitória da população do bairro e dos usuários do trem foi alcançada devido à participação da associação comunitária deMagalhães Bastos e do site www.magalhaesbastos.com.brconseguindo a dificil tarefa de ter uma estação de trem decente.
(Fontes: Anderson Souza, 2007; Wanderley Duck; Rogério Ferreira, 2006; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação, 1928; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)


A estação de Magalhães Bastos, sem data. Acervo Rogerio Ferreira da Silva, do site www.magalhaesbastos.com.br




estação, sem data. Autor desconhecido



Realengo


A estação de Realengo foi aberta em 1878. O nome já existia, ao contrário do que certas fontes contam, ou seja, de que a palavra teria vindo do Real Engenho, existente no local, abreviado na estação ferroviária ou mais tarde nos bondes da região, como Real Engo. A história seria plausível se houvessem engenhos por ali, o que não é verdade. A verdade é que "Comprovadamente as denominadas Terras Realengas têm sua origem, segundo alguns historiadores, pela Carta Régia de 27 de Junho de 1814, através do qual D. João ainda príncipe concedeu em sesmaria ao Senado da Câmara do Rio de Janeiro os terrenos situados em Campo Grande, chamados de realengos, porque advindos da conquista territorial pela descoberta do país se encontravam incompletos ao patrimônio real" (História de Realengo, autor não citado). Em 1913, próxima à estação, foi criada a Escola Militar do Realengo, fechada em 1941 e transferida para a Escola Militar de Resende, hoje a Academia Militar das Agulhas Negras. Hoje, a atual estação é operada pela Supervia. O prédio atual parece ter sido construído em 1937. Pelo viaduto, as pessoas passam pela bilheteria e descem a escada e chegam as plataformas. Nela está escrito EFCB 1937.

A estação original do Realengo, em 1908. Foto cedida por Marco Giffoni


A estação, provavelmente anos 1980. Vê-se que o prédio atual já é outro, provavelmente dos anos 1940. Foto do site da CBTU



Padre Miguel


A estação de Padre Miguel foi aberta em 1940, já como típica estação de trens de subúrbio. O nome homenageia o Monsenhor Miguel de Santa Maria Mochon, nomeado em 1910 como peimeiro vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição do Realengo. Hoje é operada pela Supervias. O nome, pelo menos nas placas, foi alterado para Mocidade de Padre Miguel, como referência à escola de samba.

A estação em 01/2009. Foto Anderson



Guilherme da Silveira


A estação de Guilherme da Silveira foi aberta em 1948, já como típica estação de trens de subúrbio. Recebeu o nome de um antigo presidente daCompanhia Progresso Industrial do Brasil. Hoje é operada pela Supervias. Fica num local cercado de favelas, o que torna o ponto área de risco. A estação fica em frente ao estádio de futebol MoçaBonita, do Bangu A. C..



A estação, provavelmente nos anos 1980. Foto do site da CBTU




Bangu


A estação de Bangu foi aberta em 1890 como um prédio de tábuas, que ainda existia em 1928, segundo Max Vasconcellos. O nome provinha do morro que ficava ao lado. Em frrente à estação ficava o jardim da fábrica de tecidos Bangu, que deu origem ao time de futebol. A fábrica fechou, o time ainda funciona. Somente em 1936 (data colocada no dístico da estação) foi entregue a estação atual, em alvenaria, que hoje serve aos trens metropolitanos da Supervias.
(Fontes: Rafael Asquini; Rodrigo Cunha; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação, 1928; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)

Pátio e estação de Bangu em 1936 (Autor desconhecido). 


Estação de Bangu, sem data. Autor desconhecido



Viegas


A estação de Viegas foi aberta em 1924. Ficava próxima a uma ponte sobre o rio do mesmo nome. Devia ser uma parada apenas, não cotada nos guias. Já foi desativada há anos. Sem mais informações.



Senador Camará

A estação de Senador Camará foi aberta em 1923. O nome homenageia o antigo Senador Otacílio de Carvalho Camará, morador no bairro carioca de Santa Cruz, próximo a esta estação. Hoje é uma estação dos trens metropolitanos da Supervias - no meio de um local bastante perigoso do Rio de Janeiro.


Desastre da Central em Senador Camará, em 1933. (Noite Ilustrada, 1933)



Santíssimo


A estação de Santíssimo foi aberta em 1890. Hoje é uma estação dos trens metropolitanos da Supervias. O prédio atual é dos anos 1970 ou 1980. Notícias de 2009 dão conta que, em 6 de março, a estação foi parcialmente depredada por passageiros revoltados com a paralisação dos trens, causada por troca de tiros na estação seguinte, de Senador Camará, que acertaram os cabos de energia. 
(Fontes: CBTU; Max Vasconcellos, Vias Brasileiras de Comunicação, 1928; O Estado de S. Paulo, 7/3/2009; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht).




Foto provavelmente dos anos 1980. Foto do site da CBTU





Augusto Vasconcellos

A estação de Augusto Vasconcellos, também chamada de Senador Vasconcellos, foi aberta em 1914. Seu nome deriva de um senador que fez carreira política no bairro de Campo Grande. Hoje é uma estação dos trens metropolitanos da Supervias. Sem mais informações.
(Fontes: Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação, 1928; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)





João Ellis


A estação de João Ellis, também chamada de Ítalo Del Cima, foi aberta em função da sede do time de futebol do Campo Grande, cujo estádio ali ficava e tinha o nome de Ítalo Del Cima. Teria sido desativada quando o time foi rebaixado da Primeira para a Segunda Divisão do futebol fluminense. Terá tido alguma construção ou terá sido sempre uma plataforma isolada?
(Fontes: Julio Cesar da Silva, 2009; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)


A parada em 2009. Foto Julio Cesar da Silva



Campo Grande

A estação de Campo Grande foi aberta em 1878 ainda pela E. F. Dom Pedro II. Este bairro carioca é bastante antigo e de sua estação, em 1928, saíam três linhas de bondes elétricos: o doPrata, a da Ilha e a da Pedra, que levava pescadores para a Pedra de Sepetiba. Hoje a estação serve aos trens metropolitanos da Supervias. Os bondes, claro, desapareceram há anos... anos demais.
(Fontes: Claudio Marinho Falcão; Anderson --, 2008; Alexandre Fernandes Costa, 2004; IBGE: Enciclopedia dos Municípios Brasileiros, 1958; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação, 1928; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)



A estação provavelmente anos 1930. Acervo Claudio Marinho Falcão


A estação em meados dos anos 1950. Foto da Enciclopedia dos Municípios Brasileiros, vol. VI, IBGE, 1958





Benjamim do Monte

A estação de Benjamim do Monte foi aberta em 1971. Seu nome homenageia o Chefe da Superintendência da Eletrificação das linhas da Central do Brasil em 1935, Benjamim do Monte. A estação foi aberta quando da construção do estaleiro da Ishikawajima, este inclusive com acesso ferroviário. 
(Fontes: Aleksander Oldal; Jorge A. Ferreira; Hélio Suevo: A Formação das Estradas de Ferro do Rio de Janeiro, Memória do Trem, 2004; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)


Pátio de Benjamim do Monte, com a saída do (extinto) ramal para as Indústrias Plasser sendo assinalado com uma seta (Foto Aleksande Oldal em 5/2010).



A estação em 5/2010. Foto Aleksander Oldal




Inhoaíba


A estação de Inhoaíba foi aberta em 1912. Hoje é uma estação dos trens metropolitanos da Supervias. Sem mais informações.



SEM DATA.




Cosmos


A estação de Cosmos foi inaugurada em 1928. É uma das estações do trem metropolitano da Supervias, em 2008.



A estação de Cosmos em 1928, época de sua abertura. Foto Max Vasconcellos






Paciência

A estação de Paciência foi inaugurada em 1897. A estação foi construída nessa época e provavelmente foi a que aparece na foto abaixo - que não é o prédio atual (MemóriaHistórica da Central do Brasil, 1908, p. 498). O nome veio daFazenda do Mato da Paciência, antiga fazenda local, há muito desaparecida. A estação original era de madeira, precaríssima. Hoje é uma estação de trens metropolitanos. (Fontes: Wanderley Duck; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928; Memória Histórica da Central do Brasil, 1908; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)



A estação original de Paciência, sem data. Foto cedida por Wanderley Duck






Tancredo Neves

A estação de Tancredo Neves foi inaugurada em 1987 já para ser estação de trens metropolitanos. Hoje serve à Supervias.



Santa Cruz

A estação de Santa Cruz foi inaugurada em 1878 e permaneceu até 1911 como ponta de linha do ramal. Em 1902, a EFCB informava que "a estação dava correspondência com o ferro-carriol de Santa Cruz a Itaguaí e ferro-carril e navegação Santa Cruz" (Estrada de Ferro Central do Brasil, 2o volume, Imprensa Nacional, 1902) - provavelmente duas linhas de bonde na época, antes da abertura do prolongamento do ramal, pelo menos. Somente em 1911 foi aberto o trecho seguinte até Itaguaí e que em 1914 foi prolongado até Mangaratiba, seu ponto final. Embora houvesse planos de encontrar a linha da E. F. Oeste de Minas - depois RMV - em Angra dos Reis, este trecho nunca foi construído. A eletrificação implantada na Central do Brasil atingiu Santa Cruznos anos 1940 e daí nunca passou. Portanto, os trens de subúrbio chegavam até esta estação e dali prosseguiam para Mangaratibapuxados por locomotivas a vapor, e a partir dos anos 1950, por diesels. Este deve ter sido um dos motivos do fim do Macaquinho, apelido do trem que ia de Santa Cruz a Mangaratiba, nos anos 1980. De Santa Cruz saía o ramal do Matadouro, que ficava dali a curta distância, mas que o trem também atendia. Saía também da estação de Santa Cruz um ramal para a base aérea para os Zeppelins, contruído por volta de 1934. Este ramal foi feito para a construção do hangar, mas continuou por algum tempo para transportar os passageiros que chegavam pelos dirigíveis para o centro do Rio em carros de primeira classe. Hoje o ramal está desativado e ainda dele sobram resquícios, mas a base aérea continua existindo, não para zeppelins, claro. (Fontes: Alexandre Fernandes Costa; Julio Cesar da Silva; Tibor Jablonski; Jorge A. Ferreira; Marco Giffoni; ___: Estrada de Ferro Central do Brasil, 2o volume, 1902; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)



A estação de Santa Cruz em 1908. Foto cedida por Marco Giffoni



A estação nos anos 1950. Foto Tibor Jablonski.