sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

HISTÓRIA DOS COLETIVOS (linhas, modelos e empresas)

Os primeiros ônibus do Rio de Janeiro

O primeiro serviço de ônibus efetivo no Rio de Janeiro surgiu em julho de 1838, com dois carros de dois pavimentos. A Companhia de Ônibus, concessionária do serviço, foi criada por iniciativa de Aureliano de Os primeiros ônibus do Rio de Janeiro.

O primeiro serviço de ônibus efetivo no Rio de Janeiro surgiu em julho de 1838, com dois carros de dois pavimentos. A Companhia de Ônibus, concessionária do serviço, foi criada por iniciativa de Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho, Paulo Barbosa da Silva, José Ribeiro da Silva, Manoel Odorico Mendes e Carlos Augusto Taunay. Este último foi constituído agente da companhia, e fez contato com capitalistas que se interessassem em investir. As linhas da companhia deveriam partir do Centro para Botafogo, Engenho Velho e São Cristóvão no princípio, para posteriormente se estenderem a outros locais. Após dificuldades iniciais, como a oposição dos proprietários de carros de praça, a companhia prosperou bastante. A imagem mostra um ônibus francês contemporâneo à época do empreendimento carioca, e provavelmente semelhante àqueles utilizados aqui.

As "Gôndolas Fluminenses"

As gôndolas foram um tipo de veículo de transporte coletivo com capacidade de levar nove passageiros, menores, portanto, que os ônibus. A idéia de se estabelecer este tipo de serviço no Rio de Janeiro foi de autoria dos franceses Martin e C. Foi feito um requerimento no período da Regência, referendado a 17 de outubro de 1838, sendo concedido um privilégio de dez anos para a exploração do serviço. Deveriam ser instaladas cinco linhas, mas durante bastante tempo só havia duas, em função de dificuldades econômicas. Posteriormente, contudo, graças à perseverança de seus proprietários, dentre eles Carlos Augusto Taunay, a companhia prosperou. Uma das razões de seu sucesso era o preço de $120, muito inferior ao dos ônibus.

O primeiro bonde do Brasil

Em 30 de janeiro de 1859, começava a circular experimentalmente o primeiro bonde do Brasil, por iniciativa de Thomas Cochrane, que, para tal, criou a "Companhia de Carris de Ferro da Cidade à Boa Vista". A inauguração dos serviços regulares se deu em 26 de março de 1859, com a presença de do Imperador D.Pedro II e sua esposa. A força animal foi substituída em 1862 pelo vapor, mas a empresa, não conseguindo superar dificuldades financeiras, faliu em 1866.

Bonde do Imperador D. Pedro II

Este carro foi produzido em 1878 para o imperador D.Pedro II pelo fabricante americano John Stephenson. Suas cores externas eram o verde, dourado e azul marinho. As peças de metal no interior eram niqueladas. Um segundo carro puxado a burros foi produzido para o imperador em 1887 pela Gilbert Car Company de Troy, NY (álbum da John Stephenson Company, 1888).

O primeiro bonde elétrico do Brasil

O primeiro bonde elétrico do Brasil e de toda América do Sul foi o carro de nº 104 da Cia. Ferro-Carril do Jardim Botânico, que teve sua apresentação e entrada em serviço em 8 de outubro de 1892. Levando diversos convidados ilustres, ele partiu do centro da cidade e terminou a viagem inaugural no escritório da companhia, no Largo do Machado. Na fotografia, tendo o Passeio Público ao fundo, o terceiro da direita para a esquerda é o presidente da República, Marechal Floriano Peixoto (Charles Dunlop, Rio Antigo).

Eletrificação dos bondes de Santa Teresa

O bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, possui a única linha urbana remanescente de bondes do Brasil. Seus serviços nunca foram interrompidos, apesar de grande pressão nesse sentido ao longo de muitas décadas. A Companhia Ferro-Carril Carioca, que introduziu o serviço de bondes no bairro na década de 1870, eletrificou as linhas em 1896, sendo um dos feitos mais notáveis o aproveitamento do antigo aqueoduto colonial como via de acesso ao bairro. O aqueoduto - conhecido atualmente como "Os Arcos da Lapa" - também é responsável pela bitola especial dos bondes de S. Teresa: 1,10m.

Bondes da Companhia de Carris Urbanus - Rio de Janeiro

Esta empresa, formada em 1878 pela fusão de 4 outras companhias, possuía linhas que se estendiam pela região central da cidade, como o largo da Lapa, Riachuelo, Gamboa, Prainha, 1º de Março, Misericórdia, Santo Cristo e outros logradouros. Seus veículos tinham uma bitola bastante estreita, de 0,82m. Na imagem apresentada, que reproduz um quadro de Gustavo Dall'Ara, vemos o pequeno bonde da CCU, puxado por um único animal, fazer retorno na rua 1° de Março, em 1907.

O primeiro ônibus a gasolina do Brasil

No ano de 1908, foi introduzido o primeiro serviço regular de ônibus a gasolina do Brasil. Em comemoração aos 100 anos da abertura dos portos por D. João VI, foi realizada na Praia Vermelha a Exposição Nacional. O empresário Otávio da Rocha Miranda obteve então da prefeitura uma concessão para a implantação, em caráter provisório, de uma linha de auto-ônibus que circulava ao longo da avenida Central, hoje Rio Branco. Os veículos também realizavam viagens extraordinárias do centro da cidade até o local da Exposição, na Praia Vermelha. A mecânica desses carros era do fabricante Daimler, e a carroceria de origem francesa.

Bonde na Av. Marechal Floriano - 1908

O bonde da imagem, pertencente à recém-formada empresa Light & Power do Rio de Janeiro, trafega pela Av. Marechal Floriano, centro do Rio, no ano de 1908. Nesta avenida, alargada poucos anos antes pelo prefeito Pereira Passos, ficava e ainda fica a sede da empresa, que iniciou seu serviço de bondes através da compra das empresas Cia Ferro-Carril de São Cristóvão, Cia. de Carris Urbanos e Cia. Carris de Ferro de Vila Isabel.

O bonde "Caradura" do Rio de Janeiro

O bonde "caradura", depois chamado de "taioba", foi criado em 1884 com a finalidade de transportar qualquer tipo de bagagem, e passageiros de origem humilde, que não tinham condições de usar o bonde comum. Além do preço da passagem ser a metade - um tostão (cem réis), os passageiros podiam viajar descalços e sem colarinho, carregando pacotes, trouxas, aves, tabuleiros de doces, e quaisquer mercadorias de pequeno porte. O bonde teve grande sucesso entre o povo, e foi fonte de inúmeras histórias e anedotas.

Primeiros ônibus elétricos do Rio

Em 1917, a prefeitura aprova a instalação de um serviço de ônibus pela Av. Rio Branco, entre a praça Mauá e o Palácio do Monroe (antigo Senado). Foram utilizados carros elétricos movidos a bateria, construídos nos Estados Unidos. Tendo sido os veículos aprovados nos testes, o serviço foi inaugurado em 1918, durando até 1928. Na imagem vemos o ônibus na avenida durante o carnaval, atrás de um grupo de foliões.

O Bonde Assistência

Há 100 anos atrás, o bonde era o meio de transporte dominante em nosso país. Por esta razão, diversos serviços de utilidade pública eram desempenhados por carros especialmente preparados para a finalidade em questão. Haviam "bondes de distinção", para casamentos e batizados, carros para enfermos, carros mortuários, entre outros. A imagem mostra um "bonde-assistência" (ambulância) da Cia. Ferro-Carril do Jardim Botânico em 1922. Em pé, no estribo, está o presidente Epitácio Pessoa.(Rio Antigo, de Charles Dunlop).

Ônibus - Rio de Janeiro - 1923

O veículo da imagem pertencia à empresa Auto Avenida (Rio de Janeiro) e percorre o trecho da Av. Rio Branco perto do cruzamento com a Av. Almirante Barroso em 1923. Ao fundo, vê-se o antigo prédio do Jockey Club, demolido há muito tempo. O pequeno ônibus trafegava da Praça Mauá ao palácio do Monroe, ida e volta.

Bonde de Petrópolis - 1924

O serviço de bondes elétricos foi introduzido em Petrópolis em 1912 e teve sucesso entre os habitantes dessa cidade. Os veículos eram de tipo fechado e a bitola era de 1 metro. O bonde da foto percorria a linha Circular, uma das três existentes nessa época.

Inauguração da Viação Excelsior - 1926

A Viação Excelsior - empresa de ônibus da Light & Power do Rio de Janeiro - foi inaugurada em 7 de junho de 1926. À frente do ônibus "Jacaré" (Daimler/Guy) estão as seguintes personalidades, dentre outras: Dr. Mário Machado, Moreira Lima, Angelo Barata, Alfredo Maia (diretor da Light) e Armando Godoi.

Primeiro ônibus em Campo Grande, Rio de Janeiro

A imagem mostra o primeiro ônibus a realizar serviço de transporte de passageiros para a localidade de Campo Grande, no município do Rio de Janeiro. O veículo exibido é um Chevrolet 1927.

O último bonde de burros

Os bondes puxados por burros foram usados durante muito tempo no Rio de Janeiro, então capital do país. Sendo substituídos pela tração elétrica a partir de 1892, eles desapareceram do centro da cidade e dos bairros mais importantes. Contudo, em alguns subúrbios mais distantes, como Madureira eOs primeiros ônibus do Rio de Janeiro.

O primeiro serviço de ônibus efetivo no Rio de Janeiro surgiu em julho de 1838, com dois carros de dois pavimentos. A Companhia de Ônibus, concessionária do serviço, foi criada por iniciativa de Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho, Paulo Barbosa da Silva, José Ribeiro da Silva, Manoel Odorico Mendes e Carlos Augusto Taunay. Este último foi constituído agente da companhia, e fez contato com capitalistas que se interessassem em investir. As linhas da companhia deveriam partir do Centro para Botafogo, Engenho Velho e São Cristóvão no princípio, para posteriormente se estenderem a outros locais. Após dificuldades iniciais, como a oposição dos proprietários de carros de praça, a companhia prosperou bastante. A imagem mostra um ônibus francês contemporâneo à época do empreendimento carioca, e provavelmente semelhante àqueles utilizados aqui.

Ônibus "Mamãe me leva" entre Petrópolis e Correias

A rara foto da década de 30 mostra um ônibus do tipo "mamãe me leva", construídos pela Grassi em São Paulo. A mecânica do veículo é International, e a construção, com bancos em platéia e balaústres, lembra os bondes da época. A capacidade era de 12 passageiros. Este tipo de ônibus era muito adequado a pequenos empresários, na exploração de novas linhas, até então inexistentes.

Ônibus Jacaré - 1930

Os ônibus apelidados de "jacaré" pelos cariocas eram veículos da empresa Excelsior, da Light & Power, que começaram a circular em 1927 no Rio de Janeiro. Com motor Daimler, chassis Guy (inglês) e carroceria construída nas próprias oficinas da Light, eles conheceram sucesso imediato, pelo seu conforto e por seus novos trajetos. A imagem mostra um ônibus "jacaré" na Av. Atlântica, em Copacabana, nos anos 30.

Linha Mauá - Leblon - Viação Excelsior

A linha de ônibus entre a praça Mauá e o bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, foi inaugurada em 23 de abril de 1928 pela Viação Excelsior. A foto, de 1931, mostra três carros dessa linha na garagem. A Viação Excelsior pertencia à Light, detentora da maior parte das linhas de bondes do então Distrito Federal. A linha Mauá- Leblon existe até os dias de hoje.

Ônibus para Alcântara - Década de 30

Os transportes por ônibus serviram localidades distantes de Niterói já na década de 30. A foto, de 1933, mostra um ônibus da Viação Santa Therezinha que percorria o trajeto entre a estação das Barcas e Alcântara, via Porto Velho. Apesar de muitos logradouros da região na época serem servidos pelo trem, os ônibus foram instrumento importante no processo de transformação dessas regiões afastadas em bairros residenciais.

Ônibus Guy - Daimler - 1933

Estes ônibus da Viação Excelsior, de propriedade da Light & Power do Rio de Janeiro, tinham mecânica Daimler, chassis Guy e caroceria feita nas oficinas da Light. São vistos na Praça Floriano, mais conhecida como Cinelãndia. À frente dos três ônibus está um bonde da Cia. Ferro-Carril Jardim Botânico.

Ônibus International - 1933

Este ônibus, cuja mecânica é da marca International, pertencia à empresa N. Sª da Penha, cuja concessão, de 1931, foi outorgada a Francisco Lobo Netto. O ônibus percorria a linha Penha-Madureira (Rio de Janeiro).

Bonde Basculante - 1940


O bonde da imagem, pertencente à Light do Rio de Janeiro, era dedicado ao transporte de insumos necessários à manutenção da via permanente, tais como pedra britada, areia, etc. A foto é da década de 40.

Ônibus a gasogênio - 1944

O ônibus da foto, um Chevrolet "Tigre", usava como combustível o gasogênio, nos difíceis anos da 2ª Guerra Mundial. Percorria a linha Urca-Ipanema, no Rio de Janeiro. A foto foi tirada no Cassino da Urca, que posteriormente se transformaria nos estúdios da TV Tupi.

Ônibus "Bulldog"

O ônibus apelidado popularmente de "bulldog" é na realidade um modelo GMC dos anos 40. O apelido ocorreu por conta de sua frente achatada. A fotografia mostra modelos deste ônibus em Petrópolis nos anos 40.

Ônibus Scania - Viação Estrela do Norte

A imagem mostra um ônibus de mecânica Scania em 1948. Pertencia à Viação Estrela do Norte e fazia a linha 37, Praça Tiradentes-Penha, no Rio de Janeiro. Nesta época, a mecânica dos ônibus ainda era importada, e somente décadas depois houve a nacionalização através da implantação de fábricas de ônibus e caminhões no Brasil.

Ônibus de Nilópolis - 1948

O ônibus da imagem percorria a linha Nilópolis (Baixada Fluminense) - Praça Mauá, Rio de Janeiro, em 1948. Pertencia à empresa Nova Iguaçú Auto Ônubus Ltda.

Bonde em Botafogo - 1948

O bonde da imagem pertencia à linha 6 - Centro - Voluntários da Pátria (Rio de Janeiro). Está parado em um ponto no Humaitá, ao lado da entrada do destacamento do Corpo de Bombeiros do local. Nesta época o serviço era todo efetuado pela Light, pois a Cia Ferro-Carril do Jardim Botânico, dona original das linhas da zona sul, foi absorvida pela Light em 1946.

Bonde Santa Clara - 1948

O bonde com reboque da foto pertencia ao STR - Sistema de Transporte Rural - empresa municipal de bondes dedicada à então chamada zona rural. A linha Santa Clara fazia parte do sistema de transporte entre Campo Grande e Pedra de Guaratiba.

Ônibus GMC - Rio de Janeiro, 1949

Os ônibus da GMC foram muito utilizados durante décadas no Brasil, antes do país conquistar autonomia na produção desse tipo de veículo. A foto de 1949 mostra um ônibus da Viação Independência, do Rio de Janeiro, que servia na linha de número 106, Lins-Urca. Posteriormente essa linha recebeu o número 442 até ser desativada nos anos 80.

Ônibus REO - 1944

A imagem mostra um ônibus de marca REO, americana, que percorria a linha entre Nova Iguaçú e a Praça Mauá (Rio de Janeiro). O modelo é provavelmente um 19, de 6 cilindros. Na foto, ele está passando por Bento Ribeiro, subúrbio do Rio.

Ônibus Aclo-Grassi, 1949

A imagem mostra um ônibus da linha 120 (Parada de Lucas - Mourisco), da Viação Copa Norte, em 1949, entrando na Av. Brasil, no Rio de Janeiro. A mecânica do veículo era inglesa, de marca Aclo, e a carroceria era fabricada pela Grassi.

Ônibus Indiana / Grassi - 1949
 
A foto de 1949 mostra um ônibus da linha 33 (Praça Mauá - Abolição) no Rio de Janeiro. A mecânica do veículo era americana, da Indiana, e a carroceria era de fabricação Grassi.

Lotação Dodge - 1949

O veículo da foto - na realidade um automóvel adaptado - funcionava como lotação no Rio de janeiro no ano de 1949. Fazia o percurso entre a Penha e o Méier por Del Castilho. A mecânica era Dodge, americana.

Ônibus Volvo - Carbrasa - 1950

O veículo da foto tinha mecânica Volvo importada, e sua carroceria era feita pela Carbrasa, do Rio de Janeiro. Percorria a linha 200, Castelo - Marechal Hermes.

Ônibus REO - 1950

O ônibus apresentado é de fabricação REO, americana, e servia na linha 51 (Castelo-Lagoa), no Rio de Janeiro em 1950. Pertencia à E.M.O. (Empresa Municipal de Ônibus).

Ônibus GMC - Viação Relâmpago

A imagem mostra um ônibus GMC em 1950 no Rio de Janeiro. Percorria a linha de número 102, entre a Praça Saens Peña na Tijuca e o Largo do Machado, na Zona Sul. Os ônibus da GMC foram uma referência na época, com um padrão de construção elevado e moderno.

Ônibus Leyland - Grassi 

A imagem de 1950 mostra um ônibus de mecânica Leyland (inglesa) e carroceria Grassi entrando na Av.Brasil vindo da Av. Lobo Júnior, no Rio de Janeiro. O veículo, da Viação Estrela do Norte, fazia a linha de número 98, Vaz Lobo - Candelária.

Ônibus Cermava - Mercedes Benz

A empresa Carrocerias Cermava foi fundada em 1950 e tinha sede no Rio de Janeiro, tendo sido mais tarde adquirida pela Caio, de São Paulo. A imagem mostra um ônibus Cermava-Mercedes Benz, da linha 254, na Avenida Maracanã em 1968.

Lotação Ford - 1950

O lotação Ford da imagem percorria a linha Bonsucesso-Méier no início dos anos 50 no Rio de Janeiro. Estes veículos tinham capacidade para aproximadamente 30 passageiros.

Ônibus "Papa-Filas" - Anos 50

A imagem mostra um ônibus do tipo "papa-filas" em operação no Rio de Janeiro nos anos 50. Fazia a linha 106 (numeração antiga) Lins-Urca. Os ônibus "papa-fila" foram uma tentativa de se aumentar a capacidade de transporte em um único veículo. Consistia de um cavalo mecânico que tracionava um reboque onde viajavam os passageiros. Não obteve os resultados esperados.

Bonde Pedra - 1953

O bonde da imagem pertencia ao Serviço de Transporte Rural, empresa municipal de transporte para a zona rural do Rio de Janeiro. A linha Pedra partia da estação de trem de Campo Grande e terminava na praça Raul Barroso, em Pedra de Guaratiba, passando pela Av. Cesário de Melo e Estrada do Monteiro, entre outras ruas.

Lotação Mauá - Nilópolis - 1954

O lotação da imagem fazia a linha Praça Mauá-Nilópolis (Rio de Janeiro) em 1954. O veículo, um ônibus REO 1941, tinha motor de 6 cilindros a gasolina.

Lotação Ford / Metropolitana

A imagem mostra um lotação que fazia a linha E.Ferro - Leblon (Rio de Janeiro) em 1954. A carroceria, fabricada pela Metropolitana, foi construída sobre um chassis Ford FK. A presença do Exército é certamente devida a algum dos muitos tumultos da época.

Bonde Praça da Bandeira - 1954

O bonde da imagem necessitou da proteção de dois policiais militares quando de uma greve em 1954. Ele percorria a linha 33 Lapa- Praça da Bandeira, Rio de Janeiro.

Ônibus "Camões" - 1955 

Os ônibus apelidados de "Camões" pelo povo - numa alusão ao poeta português cego de um ôlho - tinham mecânica AEC (inglesa) e carroceria fabricada pela Grassi, de São Paulo. A imagem mostra um modelo desse tipo que percorria a linha de número 12, Leblon-Estrada de Ferro, no Rio de Janeiro em 1955.

Lotação Chevrolet 1955

A imagem mostra um lotação de marca Chevrolet em 1955 trafegando pela Av. 24 de Maio após o Engenho Novo, no Rio de Janeiro. Pertencia à empresa Auto Anglia. Os lotações tinham menor capacidade que os ônibus.

Lotação Ford - 1955

Vemos aqui um lotação Ford com carroceria de madeira em 1955. Ele está cruzando a passagem de nível em Maria da Graça (bairro do Rio de Janeiro). É um veículo de pequena capacidade, menos de 12 passageiros. Os lotações surgiram nos anos 40 e terminaram com o decreto do governador Carlos Lacerda que tornou obrigatória a transformação da frota em ônibus.

Ônibus Ácio - 1955

O ônibus da foto percorria a antiga linha 70 - Estrada de Ferro-Leme, nos anos 50. Tinha mecânica Aclo, inglesa, e foi apelidado pelo povo como "Camões". Pertencia à empresa Viação Copanorte.

Ônibus Aclo - Grassi

A imagem mostra um ônibus de mecânica inglesa Aclo, e carroceria Grassi, de São Paulo, em frente à Central do Brasil (Rio de Janeiro) em 1956. Este ônibus percorria a linha que na época tinha o número 207, Ribeira (Ilha do Governador) - Castelo, pela Viação Ideal. A linha ainda existe, e continua sendo servida pela mesma empresa, agora com o número 324.

Ônibus Leyland - 1956

A foto, de 1956, nos mostra um ônibus da Viação Elite (Rio de Janeiro) da linha 13 (numeração antiga), que percorria a linha Estrada de Ferro-Urca. O veículo tem mecânica Leyland (inglesa) e carroceria Grassi, de São Paulo.

Ônibus Twin Coach Rio - Belo Horizonte

A Twin Coach, da Fageol, produziu um dos melhores ônibus rodoviários da época, com avanços em tecnologia e conforto. Vemos um ônibus desse tipo em 1957, no terminal rodoviário Mariano Procópio, na Praça Mauá, no Rio de Janeiro, cujo destino era a cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Ônibus Mercedes - 1958

O ônibus de mecânica Mercedes LP312 exibido tinha carroceria da fábrica Bons Amigos. Servia na linha 60, e está no ponto final no Cosme Velho, Rio de Janeiro.

Lotações - 1958

A imagem mostra cinco lotações estacionados em uma rua no Castelo, centro do Rio de Janeiro, em 1958. Estes pequenos veículos, a maioria com mecânica Mercedes-Benz, percorriam diversos itinerários. Os da foto serviam na área da zona sul carioca Cosme Velho, Rio de Janeiro.

Bonde Circular - 1958

O bonde da imagem percorria a linha 21 - Circular, indo de Botafogo até a praça Santos-Dumont, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. No momento da foto, o veículo está saindo do Túnel Novo, em Copacabana.

Ônibus Chevrolet "Caixotinha" - 1959

A imagem mostra dois ônibus da Viação Mosa (Rio de Janeiro), um da linha 10 Mauá-Fátima (hoje C-10) e outro da 62 Mauá-Aeroporto. Os dois veículos são Chevrolet do modelo conhecido por "Caixotinha".

Propaganda em Bonde - 1959

Os anúncios em bondes eram um dos ítens mais pitorescos nesse tipo de transporte. Alguns anúncios permaneceram por décadas, como o do Rum Creosotado: "Veja, ilustre passageiro, o belo tipo faceiro que o senhor tem ao seu lado. E, no entanto, acredite, quase morreu de bronquite, salvou-o o Rum Cresostado."

Lotação Mercedes Benz - Vieira

A Carrocerias Vieira Ind. Com. S/A forneceu grande número de lotações usando mecânica da Mercedes Benz do Brasil. A imagem de 1960 mostra um lotação Vieira- Mercedes passando pela rua Jardim Botânico (Rio de Janeiro). Fazia a linha Lapa-Leblon.

Bonde Laranjeiras - 1960

O bonde da imagem percorria a linha 2 - Carioca-Laranjeiras, no Rio de Janeiro em 1960. No momento ele se encontra parado no terminal de bondes do Largo da Carioca, conhecido por "Tabuleiro da Bahiana.

Lotação Chevrolet - 1951

A foto de 1961, tirada na Cinelândia, Rio de Janeiro, mostra um lotação cuja carroceria foi construída sobre um chassis Chevrolet 1954. Ao fundo, o teatro Municipal.

Ônibus Castelo - Leme - Anos 60

A imagem mostra o ponto final da linha Castelo-Leme, no centro do Rio de Janeiro, nos anos 60. O veículo é um modelo monobloco da Mercdes-Benz do Brasil com motor traseiro.

Lotação Mercedes Benz - 1963

O lotação da foto, um Mercedes-Benz com mecânica LP-312, percorria a linha Rio- Comprido - Leblon (Rio de Janeiro) no ano de 1963.

Ônibus Volvo - Anos 60

O ônibus da foto tem mecânica Volvo importada, e carroceria Carbrasa. Percorria a linha 428, entre a Tijuca e Copacabana, Rio de Janeiro. Foi retratado na Av. Rio Branco perto da esquina com a Av. Almirante Barroso.

Garagem dos bondes de Santa Teresa - 1963

A foto nos mostra a antiga garagem dos bondes de Santa Teresa, Rio de Janeiro, em 1963. Era localizada no morro de Santo Antônio, já quase totalmente desmontado nessa época. Os bondes pertenciam à Companhia Ferro-Carril Carioca.

Última viagem do bonde Circular - 1963

O bonde da imagem percorria a linha 21- Circular - na zona sul do Rio de Janeiro. No momento da foto ele está saindo do Túnel Velho em Copacabana em sua última viagem.

Ônibus Mercedes - Vieira - 1964

A imagem mostra um ônibus Mercedes-Benz - Vieira da linha 176 (Estrada de ferro-Gávea), no Rio de Janeiro. Foto tirada na Av. Nilo Peçanha. Em primeiro plano, uma Rural Willys.

Ônibus Elizário - Mercedes Benz

As Carrocerias Elizário, de Porto Alegre, produziu este ônibus, em 1965, para viagens rodoviárias. Pertencia a empresa Brasília Imperial, realizando viagens entre Brasília e o Rio de Janeiro. A Elizário foi comprada pela Marcopolo em 1970.

Ônibus Mercedes Benz - Carbrasa

A empresa Carrocerias Brasileiras - Carbrasa produzia originalmente modelos que usavam mecânica Volvo importada. O modelo apresentado, em uma foto de 1965, mostra um veículo Carbrasa - Mercedes Benz, no terminal de ônibus do Castelo, Rio de Janeiro. O ônibus percorria a linha 378, Marechal Hermes-Castelo, pela empresa Auto-Diesel.

Bonde Alto da Boa Vista - 1965

Os dois bondes da foto serviram na última linha de bitola normal (1,435m) do Rio de Janeiro - a de número 67 - Alto da Boa Vista. A via pela qual trafegam foi construída fora da pista de rolamento, mas ainda assim o serviço foi encerrado em janeiro de 1968, privando a cidade de uma excelente atração turística. O bonde fechado foi apelidado pelo povo de "Rita Pavone."

Lotação Fargo - Rio de Janeiro

Os lotações usaram grande quantidade de plataformas mecânicas, sobre as quais eram montadas as carrocerias. A imagem mostra um modelo pouco usado, de mecânica Fargo, marca pertencente ao grupo Chrysler. O veículo, em mau estado de conservação, trafega pelas ruas de Botafogo em 1966, um dos anos com as maiores chuvas já registradas. Ao fundo, vê-se outro lotação, de marca Ford.

Ônibus Chevrolet 1950

A imagem mostra um ônibus Chevrolet 50 na rua Itibira, Rio de Janeiro, em 1966. Fazia a linha Bonsucesso-Caxias.

Ônibus carroceria Carbrasa

A foto, de 1966, mostra um ônibus com carroceria Carbrasa trafegando pelas ruas da Tijuca (Rio de Janeiro), percorrendo a linha 202. A Carbrasa foi criada por Mário Sterka, diretor da Volvo do Brasil, em 1945. Eram feitas com chassis de aço coberto por chapas de alumínio.

Ônibus Mercedes Benz - Carbrasa 1967

O ônibus em primeiro plano tem mecânica Mercedes e carroceria Carbrasa, e circulava pela Viação Auto-Diesel na linha 378, no ano de 1967.

Transporte por Trolleys no Rio

Os trolleys foram introduzidos no Rio de Janeiro, assim como na maioria das cidades, em substituição aos bondes. Os veículos utilizados foram importados da Itália, fabricados pela General Electric. Chegaram ao porto do Rio em 1958 mas só começaram a entrar em serviço em 1962. Foram criadas 23 linhas, nas áreas do Centro, Zona Sul e Zona Norte. A imagem, de 1966, mostra um veículo da linha E-20 no primeiro plano, trafegando em faixa seletiva na contra-mão.

Ônibus Mercedes - Petrópolis

A imagem mostra um ônibus Grassi-Mercedes-Benz em Petrópolis em 1967. Percorria a linha 5 - Valparaíso pela Viação Serrana. A cidade, na época ainda pequena, já enfrentava congestionamentos de trânsito.

Ônibus Mercedes / Metropolitana

A imagem mostra um ônibus Mercedes, com carroceria Metropolitana no Rio de Janeiro nos anos 60. Pertencia à Viação Carioca e percorria a linha 215 - Praça 15 - Uruguai.

Bonde Ilha - 1967

A foto mostra um bonde da linha Ilha trafegando pela estrada do Monteiro, em Campo Grande, então Zona Rural do Rio de Janeiro. Inaugurado em 1923, ia da estação de trem à localidade da Ilha, em Guaratiba, numa extensão de mais de 20 kilômetros. Era administrado pel Serviço de Transporte Rural, da municipalidade.

Bonde em Campo Grande - 1967

O pequeno bonde elétrico da imagem trafega por uma localidade em Campo Grande, zona rural do Rio de Janeiro, em 1967. O sistema de bondes nessa região era administrado pela empresa municipal Serviço de Transporte Rural (STR).

Ônibus Mercedes - Cirb

O veículo da imagem, um Mercedes com carroceria Cirb, percorria a linha 123 (Mauá-J. Allah) em 1970, no Rio de Janeiro. Se encontra na avenida Rio Branco.

Ônibus em Niterói - 1970

O ônibus da foto pertencia à empresa de transporte Serve, de Niterói. Tinha mecânica Mercedes e carroceria fabricada pela Carrocerias Vieira Com. e Ind., empresa extinta entre 1968 e 1971.

Bonde 362 - 1972

A foto nos mostra um ônibus da linha 362 - Bento Ribeiro - Praça 15 (Rio de Janeiro) em seu ponto final em 1972. O veículo tem mecânica Mercedes-Benz e carroceria Caio.

Ônibus Mercedes / Cermava - 1974

O ônibus da imagem tem mecânica Mercedes e carroceria Cermava, e passa pelas ruas de Madureira, bairro do Rio de Janeiro, em 1974.

Ônibus Mercedes / Cermava - 1975

A foto de 1975 mostra um ônibus Mercedes/Cermava que percorria a linha Praça Mauá - Gramacho (baixada fluminense), no Rio de janeiro. Está no ponto em frente à Escola Bahia, na Av. Brasil, via de acesso à cidade.

Ônibus Intermunicipal - 1975

A imagem mostra um dos primeiros ônibus da CTC (Companhia de Transporte Coletivo) do Rio de Janeiro a realizar transporte intermunicipal entre Niterói e o Rio. Esta linha receberia o número 999, e continua ativa até o dia de hoje.

Ônibus Cascadura - Nova Iguaçú - 1976

A foto mostra um ônibus da Viação Nossa Senhora da Penha em 1976. O veículo tem mecânica Mercedes e carroceria Metropolitana, e trafega pelas ruas do subúrbio carioca. Percorria a linha Cascadura-Nova Iguaçú.

Ônibus CTC - Rio de Janeiro - 1977

A imagem mostra os ônibus da linha 416 (Usina-Leblon) estacionados no ponto final da linha na Usina. Pertenciam à Companhia de Transporte Coletivo - CTC, empresa estatal de transporte do Rio de Janeiro. Os ônibus eram modelos Mercedes com carroceria Metropolitana.

Ônibus linha 998 - 1977

A linha 998 foi uma das primeiras intermunicipais instaladas pela CTC (Companhia de Transporte Coletivo) do Rio de Janeiro. Fazia o trajeto entre Niterói (Canto do Rio) e o Aeroporto Internacional, na Ilha do Governador. O modelo da imagem tem mecânica Mercedes e carroceria Nimbus.

Ônibus de três eixos - 1978

Em 1978, a empresa Viação Redentor, do Rio de Janeiro, testou um ônibus urbano de de três eixos de mecânica Mercedes. Foi colocado em serviço na linha 241 - Taquara- Mauá, um corredor de grande demanda. Contudo, o veículo não correspondeu às expectativas e foi descartado como opção.

Ônibus articulado - 1981

A Companhia de Transporte Coletivo (CTC) do Rio de Janeiro experimentou em 1983 o veículo da imagem, um modelo articulado com mecânica Volvo e carroceria Marcopolo. Percorria a linha 219, Praça 15 - Usina. Vemos o ônibus estacionado no ponto final da linha, na Usina. O experimento não deu certo, pois, como se sabe hoje em dia, este tipo de veículo necessita de uma via dedicada para seu pleno aproveitamento.

Integração metrô ônibus - 1982

A primeira tentativa de integração do serviço de transporte por ônibus e o Metrô do Rio de Janeiro aconteceu em 1982. Após alguns anos, o sistema perdeu seu impulso, e só recentemente se conseguiu integrar os dois modais de maneira eficiente. A imagem mostra um ônibus do sistema antigo na Praça Saens Peña, Rio, em 1982.

Ônibus "Frescão" - 1982

Vemos na imagem um ônibus com ar condicionado - apelidado de "frescão" pelos cariocas - saindo da Av. Rio Branco para entrar na Av. Almirante Barroso em 1982. Pertencia à empresa Redentor e fazia a linha Castelo-Taquara (Rio de Janeiro).

Ônibus Jardineira - 1984

Do princípio dos anos 80, a Companhia de Transporte Coletivo (CTC) do Rio de Janeiro introduziu ônibus especiais para passeios turísticos, que foram chamados pelo povo de "jardineiras". Com assentos de madeira para os banhistas e um visual que lembrava o dos bondes, esses veículos conheceram algum sucesso até sua retirada de serviço.

Ônibus Volvo - 1984

O ônibus da imagem, pertencente à CTC (Companhia de Transporte Coletivo) do Rio de Janeiro, percorria a linha intermunicipal 999, entre Niterói e a Lapa, no Rio de Janeiro, a primeira linha intermunicipal da empresa. Tinha mecânica Volvo e carroceria Ciferal.