terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

CARNAVAL

Durante todo o período colonial as diversões que aconteciam na cidade do Rio de Janeiro durante o carnaval não diferiam daqueles presentes em outros centros urbanos brasileiros. Toda uma série de brincadeiras reunidas sob o termo Entrudo podiam ser encontradas nas ruas e nas casas senhoriais da cidade. No final do século XVIII, essas diversões consistiam basicamente no lançamento mútuo de limões de cheiro (dentro das casas senhoriais) ou qualquer outro tipo de líquidos ou pós (nas ruas).

Após a Independência do Brasil, a elite carioca decide se afastar do passado lusitano e incrementar a aproximação com as novas potências capitalistas. A cidade e a cultura parisienses serão os parâmetros a guiar as modas e modos a serem importados.

Jogos durante o entrudo no Rio de Janeiro Aquarela de Augustus Earle, c.1822

Os bailes

O carnaval da capital francesa será um dos elementos de influência, fazendo com que a folia do Rio de Janeiro rapidamente apresente bailes mascarados aos moldes parisienses.

Inicialmente promovidos ou incentivados pelas Sociedades Dançantes que existiam na cidade (como a Constante Polka, por exemplo) esses bailes acabariam por ser suplantados pelos bailes públicos, como o famoso baile do Teatro São Januário promovido por Clara Delmastro, em 1846.


Os passeios

O grande sucesso dos bailes acabaria por incentivar outras formas de diversão, como os passeios ou promenades aos moldes do então já quase extinto carnaval romano. A idéia de se deslocar para os bailes em carruagens abertas seduzia a burguesia, que via, aí, uma oportunidade de exibir suas ricas fantasias ao povo e "civilizar" o carnaval de feição 'entruda'.

O povo carioca assistia deslumbrado a esses cortejos sem, entretanto, se furtar a saudar com seus limões de cheiro os elegantes mascarados. A tensão decorrente desse embate carnavalesco faria com que a elite procurasse organizar cada vez mais seus passeios através da reunião de uma grande número de carruagens e da presença ostensiva de policiamento incorporado aos desfiles.

Músicos (escravos 'de ganho', provavelmente) tocam Mbiras ('kalimbas') numa festa de rua na Corte do Rio de Janeiro

As sociedades carnavalescas

Aos poucos essas promenades acabariam por adquirir uma certa independência em relação aos bailes até que, em 1855, um grupo de cidadãos notáveis organizaria aquele que ficou conhecido como o primeiro passeio de uma sociedade carnavalesca por uma cidade brasileira: o desfile do Congresso das Sumidades Carnavalescas.

O sucesso desse evento abriria as portas para o surgimento de dezenas de sociedades carnavalescas que, em poucos anos, já disputariam entre si o exíguo espaço do centro da cidade durante os dias de carnaval.

"O Abre Alas"- , em 1898. É considerada a número "1" do canrnaval brasileiro

Ó Abre Alas
Chiquinha Gonsaga


Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar

Eu sou da Lira
Não posso negar
Eu sou da Lira
Não posso negar

Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar

Rosa de Ouro
É que vai ganhar
Rosa de Ouro
É que vai ganhar


Grupo de travestis "As Marrequinhas" no Clube dos Democráticos, 1913

O carnaval das ruas

Entretanto, o fabuloso carnaval proposto pela burguesia não reinaria sozinho nas ruas do Rio de Janeiro. Paralelamente ao movimento de implantação de uma festa civilizada, outras diversões tomavam forma na cidade. O entrudo, com sua alegria desorganizada e espontânea não era a única diversão carnavalesca popular. Muitos grupos negros de Congadas (ou Congos) e Cucumbis aproveitavam-se da relativa liberalidade reinante para conseguir autorização policial para se apresentarem. Além disso, outros grupos, reunindo a população carente de negros libertos e pequenos comerciantes portugueses (mais tarde conhecidos como Zé Pereiras), sentiram-se incentivados a passear pelas ruas.

Fenianos no carnaval de 1923.

Democráticos - Carro de crítica (s/d )

Blocos e Cordões

Ao longo do tempo, surgiram também outras manifestações como os blocos e cordões, os ranchos e posteriormente as escolas de samba, estas últimas com suas músicas próprias e enredos, e suas sofísticadas e interessantes evoluções de coreografias, com estandartes, porta bandeiras e mestre-salas, dando novas e deslumbrantes feições à grande festa popular. Na verdade, as Escolas de Samba surgiram com o Samba moderno e assimilaram parte da cultura dos Blocos como também parte da cultura dos Ranchos.

Mas conologicamente falando, e seguindo na linha do tempo, na segunda metade do século 19, surgiram os Cordões e Blocos, os Ranchos e as Grandes Sociedades Carnavalescas. Estes grupos, constituidos por foliões, tomavam as ruas do Rio de Janeiro durante os festejos de Momo.

Os Cordões tinham este nome por andarem em fila, com seus participantes caminhando e dançando um atrás do outro. Era um grupo onde a sua caracterisitca principal eram os foliões mascarados, com as mais diversos tipos de temas como palhaços, velhos, índios, reis, rainhas, diabos, baianas e vários outros tipos de personagens. O grupo era conduzido por um Mestre e obedecia à um apto de comando. Quem fazia o som e rítimo da brincadeira era um conjunto munido apenas de insturmentos de percurssão.

Pelo menos em termos de registro histórico, tem-se o ano de 1886 como data de surgimento, com a fundação do cordão chamado Estrela da Aurora. A partir de 1902 os cordões se proliferam no Rio de Janeiro e em torno de 200 cordões são licenciados pela polícia da então Capital Federal. Existia cordões de vários bairros, como os "Destemidos do Catete" e "Triunfo da Glória" e no ano de 1906 o jornal Gazeta de Notícias organizou o primeiro concurso de cordões da cidade.

O Declínio dos Cordões

No início da segunda década do seculo 20, já em 1911 os Ranchos passaram a ter mais importância e começavam a substituir os Cordões no carnaval carioca. Entretanto, no ano de 1918 surge o famoso "Cordão do Bola Preta", que segundo muitos afirmam nunca foi um "cordão" propriamente dito, mas um bloco cuja finalidade e missão contida em seus estatutos era revigorar e reviver as tradições dos antigos "cordões" que haviam desaparecido. 

O desaparecimento dos Cordões se deu devido ao excesso de críticas da imprensa e também pelos intelectuais de elite. Devido à esta suposta má fama e rotulo degenerativo dado pela imprensa, os cordões passaram a se denominar Blocos carnavalescos. 

Foto de um bloco onde o compositor Pixinguinha aparece em meio aos amigos foliões. Nesta época, muitos participantes vestiam-se de mulher de forma satírica e bem humorada, como é o caso de Pixinguinha e alguns companheiros.

O carnaval carioca

A mistura desses diferentes grupos acabaria por forçar uma espécie de diálogo entre eles. Em pouco tempo as influências mútuas se fazem notar através da adoção pelo carnaval popular, das fantasias e da organização características da folia burguesa. As sociedades carnavalescas por sua vez, passaram a incorporar boa parte dos ritmos e sonoridades típicos das brincadeiras populares.

O resultado de tudo isso é que as ruas do Rio de Janeiro veriam surgir toda uma variedade de grupos, representando todos os tipos de interinfluências possíveis. É essa multiplicidade de formas carnavalescas, essa liberdade organizacional dos grupos que faria surgir uma identidade própria ao carnaval carioca. Uma identidade forjada nas ruas, entre diálogos e tensões.

O carnaval popular

Essa forma de classificação perduraria até os anos 1930, quando o prefeito/interventor do Rio de Janeiro, Pedro Ernesto, oficializaria a festa carioca. A partir daí, os concursos promovidos pelos jornais, os textos jornalísticos publicados na imprensa e as obras dos primeiros folcloristas acabariam por separar as brincadeiras populares em categorias estanques, cada qual com uma história e um formato próprios, tais como blocos, ranchos, cordões, Zé Pereiras, corso e sociedades. Coroando esse movimento é publicado, em 1958 o livro História do carnaval carioca, da pesquisadora Eneida de Moraes que estabelece o texto fundador da folia carioca, e, por extensão, brasileira.

Av. Central, década de 20 - Carnaval de rua. Esquina da Rua dos Ourives.

Em 01.03.1960 - Arquivo O Globo - Carnaval de rua na Avenida Rio Branco. Foliões fantasiados de melindrosas. Flagrantes de rua. 





Em 03.03.1957 - Arquivo O Globo - Carnaval de Rua no Rio de Janeiro. Foliões fantasiados na Avenida Rio Branco.

CRONOLOGIA HISTÓRICA DO CARNAVAL.

1834 - Aparecimento das máscaras
1840 - Primeiro baile carnavalesco
1846 - Primeiros "Zé Pereiras"
1879 - Primeiro baile público
1885 - Primeiro "cordão"
1888 - Primeiro fantasia de "Zé Codea"
1892 - Aparecimento da Serpentina 
1898 - Primeira Marcha de carnaval "O Abre Alas"
1900 - Primeiros bailes sociais
1901 - Pulverização de Perfumes e talcos
1907 - Primeiros travestidos (homens vestidos de mulher)
1908 - Aparecimento do "rancho"
1911 - Primeiros Lança perfumes
1926 - Primeiros turistas estrangeiros 
1928 - Primeira Escola de Samba 
1930 - Outras Escolas
1932 - Primeiro baile no Teatro Municipal

As escolas de samba

No final dos anos 1920 o Brasil buscava criar uma identidade capaz de diferenciá-lo dentro da nova ordem mundial estabelecida após a Primeira Grande Guerra. O conceito de negritude se destacava mundialmente valorizando as produções culturais negras como a Arte africanae o jazz. A festa carnavalesca e o novo ritmo de base negra recém surgido, o samba, seriam as bases para a formulação de um sentido de brasilidade. A valorização do samba e da negritude acabariam aumentando o interesse da intelectualidade nos novos "grupos de samba" que surgiam nos morros cariocas. Esse grupos passaria a se apresentar "no asfalto", ou seja, longe dos guetos dos morros, sendo chamados de escolas de samba.

Tia Ciata ( a direita ) e uma amiga.

O nome de Tia Ciata esta cravado na memória do samba e sua importância é apontada por uma serie de teses, livros e artigos que não economizam elogios a sua relevância enquanto liderança natural. Batizada Hilária Batista de Almeida nasceu em Salvador em 1854 e aos 22 anos veio para o Rio de Janeiro em busca de uma vida melhor. Foi a mais famosa das tias baianas e era na comida e nas vestes tradicionais que expressava suas convicções religiosas, sua fé no candomblé e sua posição de “mestra ancestral” da tradição.
Em sua casa - considerada a Capital da Pequena África – que tinha como freqüentadores gente como Pixinguinha, Donga, Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Sinhô e Mauro de Almeida, que o samba ganhou abrigo seguro, para dali nascer o primeiro levado ao disco em 1917, inaugurando a consolidação do encontro “para tocar samba” como um gênero musical propriamente dito.

Tratados, inicialmente, como uma espécie de curiosidade "folclórica", esses grupos foram, pouco a pouco, cativando a sociedade carioca com seu ritmo marcado, com a sonoridade inesperada de suas cabrochas e com os temas populares de suas letras.

Mantidas por décadas como elementos secundário da folia carnavalesca carioca, as escolas de samba adquiririam grande proeminência a partir da década de 1950, com a incorporação da classe média aos desfiles, consequência da aproximação entre as escolas e intelectuais de esquerda. A partir daí elas galgariam os degraus do sucesso até se tornarem o grande evento carnavalesco nacional.

A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.


As Campeãs ( até 2011).

1932 - Mangueira - Sorrindo.

1933 - Mangueira - Uma Segunda-feira no Bonfim da Bahia.

1934 - Mangueira - República da Orgia.

1935 - Vai Como Pode (Atual Portela) - O samba dominando o mundo .

1936 - Unidos da Tijuca - Sonhos delirantes .

1937 - Vizinha Faladeira - A Origem do Samba

1938 - Houve desfile mas a apuração não foi realizada

1939 - Portela - Teste ao Samba

1940 - Mangueira - Prantos, Pretos e Poetas

1941 - Portela - Dez Anos de Glória

1942 - Portela - A Vida do Samba Lino Manoel dos Reis

1943 - Portela - Brasil, Terra da Liberdade Liga de Defesa Nacional

1944 - Portela - Motivos Patrióticos Liga de Defesa Nacional

1945 - Portela - Brasil Glorioso Liga de Defesa Nacional

1946 - Portela - Alvorada do Novo Mundo Lino Manoel dos Reis

1947 - Portela - Honra ao Mérito Euzébio e Lino Manoel dos Reis

1948 - Império Serrano - Antônio Castro Alves

1949 - Império Serrano (pela FBES) - Exaltação à Tiradentes
Mangueira (pela UGESB) - Apologia ao Mestre

1950 - Império Serrano (pela FBES) - Batalha Naval do Riachuelo
Mangueira (pela UCES) Plano SALTE - Saúde, Alimentação, Transporte e Energia
Prazer da Serrinha (pela UGESB)
Unidos da Capela (pela UGESB)

1951 - Império Serrano (pela FBES) - Sessenta e Um Anos de República
Portela (pela UGESB) - A Volta do Filho Pródigo Lino Manoel dos Reis

1952 - Houve desfile mas a apuração não foi realizada

1953 - Portela - As Seis Datas Magnas Lino Manoel dos Reis

1954 - Mangueira - Rio de Janeiro de Ontem e Hoje

1955 - Império Serrano - Exaltação a Duque de Caxias

1956 - Império Serrano - O Caçador de Esmeraldas

1957 - Portela - Legados de D. João VI

1958 - Portela - Vultos e Efemérides do Brasil

1959 - Portela - Brasil, Panteon de Glórias

1960 - Portela - Rio, a Capital Eterna
Mangueira - Glória ao Samba
Salgueiro - Quilombo dos Palmares
Unidos da Capela - Produtos e Costumes da Nossa Terra
Império Serrano - Medalhas e Brasões

1961 - Mangueira - Recordações do Rio Antigo

1962 - Portela - Rugendas: Viagens pitorescas através do Brasil

1963 - Salgueiro - Chica da Silva Arlindo Rodrigues

1964 - Portela - O Segundo Casamento de D. Pedro I

1965 - Salgueiro - História do Carnaval Carioca

1966 - Portela - Memórias de um Sargento de Milícias

1967 - Mangueira - O mundo encantado de Monteiro Lobato

1968 - Mangueira - Samba, festa de um povo

1969 - Salgueiro - Bahia de Todos os Deuses

1970 - Portela - Lendas e Mistérios da Amazônia

1971 - Salgueiro - Festa Para um Rei Negro Fernando Pamplona

1972 - Império Serrano - Alô, alô, taí Carmem Miranda

1973 - Mangueira - Lendas do Abaeté

1974 - Salgueiro - O Rei de França na Ilha da Assombração

1975 - Salgueiro - O Segredo das Minas do Rei Salomão

1976 - Beija-Flor - Sonhar com Rei dá Leão

1977 - Beija-Flor - Vovó e o Rei da Saturnália na Corte Egípciana

1978 - Beija-Flor - A criação do mundo na tradição nagô

1979 - Mocidade - O Descobrimento do Brasil

1980 - Imperatriz - O que que a Bahia tem?
Beija-Flor - O Sol da Meia-noite, uma viagem ao país das maravilhas
Portela - Hoje tem Marmelada!

1981 - Imperatriz - O teu cabelo não nega (Só dá Lalá)

1982 - Império Serrano - Bum Bum Paticumbum Prugurundum

1983 - Beija-Flor - A grande constelação das estrelas negras

1984 - Mangueira - Yes, nós temos Braguinha
Portela - Contos de Areia

1985 - Mocidade - Ziriguidum 2001 - Carnaval nas estrelas Fernando Pinto

1986 - Mangueira - Caymmi mostra ao mundo o que a Bahia e a Mangueira têm

1987 - Mangueira - O Reino das Palavras, Carlos Drummond de Andrade

1988 - Vila Isabel - Kizomba, a festa da raça

1989 - Imperatriz - Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós!

1990 - Mocidade - Vira, virou, a Mocidade chegou

1991 - Mocidade - Chue... Chuá... As águas vão rolar

1992 - Estácio de Sá - Paulicéia Desvairada - 70 anos de Modernismo

1993 - Salgueiro - Peguei um Ita no Norte

1994 - Imperatriz - Catarina de Médicis na corte dos Tupinambôs e dos Tabajéres

1995 - Imperatriz - Mais vale um jegue que me carregue que um camelo que me derrube, lá no Ceará

1996 - Mocidade - Criador e Criatura

1997 - Viradouro - Trevas! Luz! A explosão do Universo

1998 - Mangueira - Chico Buarque da Mangueira
Beija-Flor - Pará – O mundo místico dos Caruanas nas águas do Patu-anu

1999 - Imperatriz - Brasil, mostra a tua cara em 'Theatrum Rerum Naturalium Brasiliae'

2000 - Imperatriz - Quem descobriu o Brasil foi Seu Cabral do dia 22 de abril, dois meses depois do Carnaval

2001 - Imperatriz - Cana caiana, cana roxa, cana fita, cana preta, amarela, Pernambuco, quero vê descê o suco na pancada do ganzá

2002 - Mangueira - Brasil com z é pra cabra da peste, Brasil com s é Nação do Nordeste

2003 - Beija-Flor - O povo conta a sua história: Saco vazio não para em pé – A mão que faz a guerra, faz a paz

2004 - Beija-Flor - Manôa, Manaus, Amazônia, Terra Santa... Que alimenta o corpo, equilibra a alma e transmite a paz

2005 - Beija-Flor - O vento corta as terras dos Pampas. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Guarani. Sete povos na fé e na dor... Sete missões de amor

2006 - Vila Isabel - Soy loco por ti, América - A Vila canta a latinidade

2007 - Beija-Flor - Áfricas: do Berço Real à Corte Brasiliana

2008 - Beija-Flor - Macapabá: Equinócio Solar, Viagens Fantásticas no Meio do Mundo

2009 - Salgueiro - Tambor

2010 - Unidos da Tijuca - É segredo! 

2011 - Beija-Flor - Roberto Carlos: a simplicidade de um Rei

Fantasias de mascarados. 1915. Foto de Augusto Malta

Mascarados no Corso. 1916. Foto de Augusto Malta

Fantasias. 1916. Foto de Augusto Malta

A Av. Central, inaugurada em 1905 e rebatizada de Av. Rio Branco em 1912, era o palco do carnaval da elite carioca nas primeiras décadas do século XX. foto de 1920. Foto de Augusto Malta

Quem não tinha carro... Foto de Augusto Malta

As fantasias mais comuns nessa época eram as de pierrôs, arlequins, colombinas, dominós, marinheiros e mascarados em geral. Foto de Augusto Malta

Segundo a historiadora do carnaval Eneida de Moraes, o corso aconteceu a primeira vez na Av. Central no ano de 1908. Antes da inauguração da Avenida, em 1905, o carnaval era festejado na estreita e elegante Rua do Ouvidor. Foto de Augusto Malta

Nas mãos que aparecem no canto direiro da foto, pode-se ver os vidros de lança-perfume, artigo indispensável no carnaval de antanho. Foto de Augusto Malta

O Corso na Av. Rio Branco. 1920. Foto de Augusto Malta

No corso, carnaval da elite carioca, os negros só iam mesmo prá trabalhar. 1920. Foto de Augusto Malta

Pelo menos nessa época não tinha spray de espuma (risos). 1919. Foto de Augusto Malta

Homens fantasiados de mulher. 1915. Foto de Augusto Malta.

Carnaval na Cinelândia no ano de 1954

Carnaval do Rio em 1954

Baile de carnaval do Copacabana Palace em 1954