terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

MORRO DA URCA / PÃO DE AÇUCAR / BONDINHO


morro do Pão de Açúcar é um monólito, sendo um bloco único de gnaisse facoidal, rocha metamórfica originária do granito, que sofreu alterações por pressão e temperatura, emergindo com o choque entre os continentes sul-americano e africano. Estima-se que tenha sido formado há mais de 600 milhões de anos e 395 metros de altura. É circundado por um resquício demata Atlântica.
É um dos principais pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

Pão de "assucar", anos '20. Reparem na grafia escrita ainda com dois S's.

Há várias versões sobre a origem do nome. Uma das mais conhecidas indica os portugueses como responsáveis.
Durante o apogeu do cultivo da cana-de-açúcar no Brasil (século XVI e XVII), após a cana ser espremida e o caldo fervido e apurado, os blocos de açúcar eram colocados em uma forma de barro cônica (para transportá-los para a Europa), denominada "pão de açúcar". A semelhança do penhasco carioca com aquela forma de barro teria originado o nome. 


Inconfundível visto de qualquer ângulo, o Pão de Açucar antes da demolição do antigo edifício da Escola Militar, em 1935. O morro foi escalado pela primeira vez em 1817 por uma inglesa que fincou a bandeira de seu país no cume. Não durou muito. No dia seguinte, um soldado português fez a mesma escalada, arrancou a bandeira inglesa e a substituiu por uma de Portugal.


Creio que essa deve ser uma das imagens mais antigas do pão de Açucar. (sem data)

Curiosidade
Figuras ilustres como o cientista Albert Einstein, o ex-presidente dos Estados Unidos John Kennedy , e o cantor inglês Elton John já passaram pelo bondinho do Pão de Açúcar, além dos muitos artistas que se apresentaram no Morro da Urca, principalmente na década de 80.
Em 1977, o equilibrista americano Steven McPeak caminhou sobre o cabo do teleférico, entre o Morro da Urca e o Pão de Açúcar, segurando uma vara metálica como contrapeso.
Uma seqüência do filme "007 Contra o Foguete da Morte", com Roger Moore como James Bond, filmada em 1979, ajudou a promover a cidade e o país no exterior.
Em 1990, uma homenagem ao piloto Ayrton Senna expôs no Morro da Urca um carro de Fórmula 1. E, mais recentemente, em 2004, a Tocha Olímpica dos Jogos Olímpicos de Atenase em 2007 a Tocha Olímpica dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro visitaram o Pão de Açúcar. 


Vista do Corcovado…Quando o Pão de Açucar ainda não tinha sua marca registrada: os teleféricos levando pessoas morro acima.


Bondinho do Pão de Açucar
Bondinho do Pão de Açúcar é um teleférico localizado na cidade do Rio de Janeiro, no Pão de Açúcar, sendo uma das atrações turísticas da capital fluminense, inaugurado em 1912 e desde então já transportou cerca de 37 milhões de pessoas, mantendo uma média atual 2.500 por dia.


Ficheiro:Bondinho Rio 1940.jpg
Bondinho. Foto tirada em 1940.


A vista da Baía da Guanabara, considerada uma das paisagens mais belas do mundo, era o atrativo que levava curiosos e alpinistas a escalar o Pão de Açúcar, já em fins do século XIX. O desenvolvimento das técnicas de engenharia levaram, já em 1908, ao engenheiro Augusto Ferreira Ramos a idealizar um sistema teleférico que facilitasse o acesso a cume do monte.
Quando o bondinho foi construído, só existiam dois no mundo: o teleférico de Monte Ulia, na Espanha, com uma extensão de 280 metros e que foi construído em 1907; e o teleférico de Wetterhorn, na Suíça, com um extensão de 560 metros, construído em 1908.


Bondinho do Pão de Açúcar na época da inauguração, em 1912 (fonte "O Globo)

O passeio de bondinho, que no vaivém descortina cartões-postais do Rio, passa por duas estações. A primeira linha liga a estação inicial ao Morro da Urca, numa velocidade máxima de 6 metros por segundo. Possui extensão de 528 metros e 220 metros de altura. Já a segunda linha, que conecta o Morro da Urca ao Pão de Açúcar, possui 750 metros de extensão e 396 metros de altura. A velocidade máxima durante a viagem é de 10 metros por segundo. O trajeto de cada linha é realizado em aproximadamente três minutos.
As obras de edificação das estações e a instalação dos primeiros teleféricos começaram em 1909 e duraram pouco mais de três anos. Os bondinhos originais chegaram prontos da Alemanha, mas, na medida em que os anos se passavam, novos bondinhos seguindo o mesmo padrão original foram fabricados pelos funcionários da Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, uma empresa de capital privado nacional fundada em 1911 pelo engenheiro brasileiro Augusto Ferreira Ramos. 




Desafio nas alturas
Houve grande repercussão nacional e internacional na época da inauguração dos primeiros teleféricos por diversos motivos: o desafio tecnológico, as dificuldades de acesso, o ineditismo e a falta de mão-de-obra qualificada no Brasil. Quando o bondinho foi inaugurado, em 1912, só existiam outros dois daquele tamanho no mundo: um em Wellerhorn, na Suíça, e outro em Monte Ulía, na Espanha.
Os teleféricos foram apelidados de bondinho pelas pessoas porque lembravam, na cor e no formato, os veículos que circulavam pela cidade na época. Os novos bondinhos são a terceira geração a circular no morro do Pão de Açúcar.
O primeiro circulou entre os anos de 1912 e 1972 (foto) era conhecido como "Camarote Carril". Foi construído em madeira e tinha capacidade para 24 pessoas, seu trajeto era feito suspenso em dois cabos-trilho, sobre os quais deslizava com oito pares de roldana.
Visitantes ilustres
Na história dos bondinhos do Pão de Açúcar já passaram figuras ilustres como o cientista Albert Einstein e o ex-presidente dos Estados Unidos John Kennedy. Além dos muitos artistas que se apresentaram no Morro da Urca, especialmente na década de 80.
Outro momento marcante aconteceu em 1977, quando o equilibrista americano Steven McPeak caminhou sobre o cabo do teleférico, entre o Morro da Urca e o Pão de Açúcar, segurando uma vara metálica como contrapeso. E como esquecer a famosa seqüência do filme de Roger Moore como o James Bond de "007 Contra o Foguete da Morte"? A filmagem, em 1979, ajudou a promover a cidade e o país no exterior.
Em 1990, uma homenagem ao piloto Ayrton Senna expôs no Morro da Urca um carro de Fórmula 1. E, mais recentemente, em 2007, a Tocha Olímpica dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro visitou o Pão de Açúcar.