segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

CIDADE NOVA / TREVO DAS FORÇAS ARMADAS


A Cidade Nova é um bairro de classe média e média-baixa da cidade do Rio de Janeiro, localizada na convergência entre o Centro e a Zona Norte. A vizinhança inclui, principalmente, os extensos quarteirões situados na extremidade oeste da Avenida Presidente Vargas. A Cidade Nova localiza-se nas proximidades do bairro do Estácio.

O nome "Cidade Nova" tem registros que remontam ao período do reinado de D. João VI. Até o início do século XIX, a região era um alagadiço que servia de rota de passagem entre o Centro e as zonas rurais da Tijuca e São Cristóvão. Com os aterros feitos com a intenção de melhorar esta travessia, surgiu o projeto de impulsionar o crescimento da cidade para a área, vindo daí o nome.

A Cidade Nova passou a ser caracteristicamente um bairro proletário, de pequenas casas operárias. Nele, localizava-se a antiga praça 11 de Julho, que seria destruída com as obras de abertura da Avenida Presidente Vargas. Entretanto, parte da Cidade Nova manteve a denominação de Praça Onze, em referência ao antigo logradouro , Apesar disso, curiosamente, a Praça Onze não faz parte do bairro da Cidade Nova, fazendo parte do bairro do Centro , pois fica depois do Viaduto 31 de Março, divisa oficial dos dois bairros.

Na primeira metade do século XX, a Cidade Nova tornou-se referência como zona de meretrício. As antigas casas operárias foram sendo convertidas em bordéis e uma vila inteira acabou ocupada pelas "casas de tolerância". O nome desta antiga vila operária acabou por se tornar sinônimo de baixa prostituição: Vila Mimosa.

A partir do final da década de 1960, várias destas casas foram sendo adquiridas e demolidas para dar lugar à construção de prédios residenciais e comerciais. A área onde se localizava a original Vila Mimosa foi demolida em princípios da década de 1990. Nos anos 70, o bairro passou a abrigar o Centro Administrativo São Sebastião, da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, e mais recentemente, os prédios do teleporto.

Também é na Cidade Nova que se localiza o Sambódromo ou Passarela do Samba do Rio de Janeiro, inaugurada em 1984.
Foram incontáveis projetos de urbanização e ocupação da zona, todos parcialmente executados. Com a construção das linhas do metrô, a região sofreu várias intervenções.

Atualmente, a fim de continuar o projeto inicial de criação de um novo pólo de desenvolvimento no Rio de Janeiro, pelo menos três grandes empreendimentos têm sido construídos no bairro: um prédio da Petrobrás), um Centro de Convenções da Prefeitura e um pólo de informações da Oi (operadora de telecomunicações e antiga Telemar).






Cidade Nova – Vista Aérea - Início do Século XX



Cidade Nova - Liceu de Artes e Ofícios (Cidade Nova) – 1957



Cidade Nova – Rua General Pedra com a Luis Pinto - Final dos 60´s (Antes da Demolição)


Trevo das Forças Armadas

Ponte dos Marinheiros - 1946 



Trevo das Forças Armadas – Anos 50



Trevo das Forças Armadas - 1968



Trevo das Forças Armadas - 1969



Trevo das Forças Armadas – 1970

Observar que o trem da primeira foto possui 9 vagões. As composições antigas eram formadas por 3 conjuntos de 3 vagões, cada conjunto composto por 1 carro-motor central e dois reboques nas pontas, resultando 9 vagões. As composições mais modernas (década de 1970 em diante) são formadas por 2 conjuntos de 4 vagões, cada conjunto composto por 2 carros-motores nas extremidades e 2 reboques no centro, resultando uma composição de 8 vagões no total. 

A segunda foto mostra uma composição da série 000, a mais antiga da extinta Central do Brasil e já velha na época da foto. Posteriormente apareceram as séries 100, 200 e 400 (apelidada de Wanderlei Cardoso, por serem trens bonitos). Em seguida vieram as séries 500 (os famosos trens japoneses), 600 (esta, só para a EF Leopoldina), 700, 800 e 900, todas com carroceria de cor metálica. Após transformação em SuperVia, os vagões foram renumerados em novas séries e remodelados, mas ainda são originários de todas essas séries antigas.






Trevo das Forças Armadas – 1970



Trevo das Forças Armadas - 1973



Projeto para a Região da Cidade Nova - 1974



Trevo das Forças Armadas - 1979



Trevo das Forças Armadas - 1980