segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

MARACANÃ



A Região que hoje abriga o bairro Maracanã fazia parte de uma das 21 freguesias ou paróquias, que formavam o Rio de Janeiro no século XVIII, que eram divididas sob aspecto eclesiástico. A freguesia de São Francisco Xavier do Engenho Velho foi criada em 1762 e pertencia à Ordem dos padres Jesuítas, que utilizavam a área como lavoura de diversas culturas como arroz, cacau, etc. Abrigava os antigos bairros do Andaraí Grande e Andaraí Pequeno, Aldeia Campista, Fábrica das Chitas e Vila Isabel. Posteriormente formaram a região da Grande Tijuca.

A partir da segunda metade do século XIX, a região começa a passar por intensas transformações. A expulsão da Ordem dos Jesuítas do Brasil e a necessidade de se expandir a cidade do Rio de Janeiro para áreas mais afastadas do centro, as fazendas, os sítios e as chácaras deram lugar a belos sítios de moradia, que atraíam uma população de maior poder aquisitivo, tornando esta área de classe média alta. Mais precisamente a partir da década de 1870, inicia-se um processo de urbanização nesta área, quando, mais precisamente em 1873, o Governo Imperial delegou as freguesias de São Cristóvão, de Inhaúma e Engenho Velho, possibilitando a construção de novas edificações, sempre voltadas para atender a uma população de classe média alta, permitindo um maior desenvolvimento para os bairros ali localizados. É neste período, portanto, que se tem a formação do bairro, que juntamente com Tijuca, Engenho Velho, Andaraí e Vila Isabel, são incorporados à malha urbana da cidade.

A Rua São Francisco Xavier, hoje uma das mais importantes do bairro, era apenas um caminho que interligava as diversas chácaras que ali existiam e que faziam parte da então freguesia do Engenho Velho. É importante considerar que o bairro sempre teve uma importância esportiva para a cidade. Foi nessa região que, na metade do século XIX, surgiram as primeiras sociedades turfísticas do Rio de Janeiro. Tradicionalmente, a região das antigas chácaras sempre viveu em torno da área onde hoje é o estádio Mário Filho, o Maracanã. Nesta região funcionava o Derby Clube, a segunda grande associação de turfe fundada no Rio, em 1885, por André Gustavo Paulo de Frontin.

A favela do Esqueleto, caracterizada pela sua horizontalidade, remonta a época do jamais concluído Hospital das Clínicas da Universidade do Brasil, após o fechamento do Derby Club. Aquela aglomeração posteriormente seria removida devido às políticas de remoção de favelas na cidade do Rio de Janeiro, cedendo espaço a UEG (hoje UERJ). Conforme levantamento realizado, constatou-se que já na década de 40, havia publicações a respeito da remoção dessas formas de habitação na então Capital Federal.



Rua Senador Furtado – 1916






Rio Maracanã – 1916








Av. Maracanã com a Rua Pinto Guedes – 1928






Av. Maracanã - 1930





Rua Prof. Eurico Rabelo - Início dos Anos 50






Museu do Índio – 1953






Av. Maracanã – Anos 50






Av. Maracanã (Nº 1030, Supermercado Militar da Tijuca) – 1969






Viaduto da Mangueira – 1973






Viaduto da Mangueira - 1974






Av.Radial Oeste – Anos 70