segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

SAMBÓDROMO / MARQUES DE SAPUCAÍ

A Passarela Professor Darcy Ribeiro, popularmente conhecida como Sambódromo, localiza-se na avenida Marquês de Sapucaí, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.

O seu projeto, de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer, foi implantado durante o primeiro governo de Leonel Brizola (1983-1987), visando a dotar a cidade de um equipamento urbano permanente para a exibição do tradicional espetáculo do desfile das escolas de samba.

Inaugurada em 1984, marcou o início do sistema de desfiles das escolas de samba em duas noites, tendo as escolas Mangueira e Portela arrebatado o público presente, sagrando-se, respectivamente, supercampeã e campeã naquele ano. sua estrutura, em peças pré-moldadas de concreto, possui 700 metros de comprimento e capacidade para 75.000 pessoas.

Além de abrigar o maior espetáculo da terra, a passarela do samba já foi palco de outros acontecimentos, como shows de bandas estrangeiras, cultos evangélicos, entre outros. além de ter sediado uma etapa do Red Bull X-Figther e de fazer parte dos Jogos Olímpicos de 2016, sediando a final da maratona e do tiro com arco.

Foi palco de encenação da ópera Aida de Giuseppe Verdi numa tentativa de popularizar a música erudita, porém os defensores do estilo se sentiram ofendidos com a iniciativa e que houve várias críticas em razão da acústica do local prejudicada pelo trânsito


Em 09.12.1983 - Paulo Moreira - Construção da Passarela de Desfiles / Sambódromo. Visita do Governador Brizola na Passarela do Samba.






Na inauguração do Sambódromo, em 1984, Mangueira conquistou o inédito supercampeonato com o enredo "Yes, nós temos Braguinha" (Foto: Reprodução/ TV Globo)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

CARNAVAL

Durante todo o período colonial as diversões que aconteciam na cidade do Rio de Janeiro durante o carnaval não diferiam daqueles presentes em outros centros urbanos brasileiros. Toda uma série de brincadeiras reunidas sob o termo Entrudo podiam ser encontradas nas ruas e nas casas senhoriais da cidade. No final do século XVIII, essas diversões consistiam basicamente no lançamento mútuo de limões de cheiro (dentro das casas senhoriais) ou qualquer outro tipo de líquidos ou pós (nas ruas).

Após a Independência do Brasil, a elite carioca decide se afastar do passado lusitano e incrementar a aproximação com as novas potências capitalistas. A cidade e a cultura parisienses serão os parâmetros a guiar as modas e modos a serem importados.

Jogos durante o entrudo no Rio de Janeiro Aquarela de Augustus Earle, c.1822

Os bailes

O carnaval da capital francesa será um dos elementos de influência, fazendo com que a folia do Rio de Janeiro rapidamente apresente bailes mascarados aos moldes parisienses.

Inicialmente promovidos ou incentivados pelas Sociedades Dançantes que existiam na cidade (como a Constante Polka, por exemplo) esses bailes acabariam por ser suplantados pelos bailes públicos, como o famoso baile do Teatro São Januário promovido por Clara Delmastro, em 1846.


Os passeios

O grande sucesso dos bailes acabaria por incentivar outras formas de diversão, como os passeios ou promenades aos moldes do então já quase extinto carnaval romano. A idéia de se deslocar para os bailes em carruagens abertas seduzia a burguesia, que via, aí, uma oportunidade de exibir suas ricas fantasias ao povo e "civilizar" o carnaval de feição 'entruda'.

O povo carioca assistia deslumbrado a esses cortejos sem, entretanto, se furtar a saudar com seus limões de cheiro os elegantes mascarados. A tensão decorrente desse embate carnavalesco faria com que a elite procurasse organizar cada vez mais seus passeios através da reunião de uma grande número de carruagens e da presença ostensiva de policiamento incorporado aos desfiles.

Músicos (escravos 'de ganho', provavelmente) tocam Mbiras ('kalimbas') numa festa de rua na Corte do Rio de Janeiro

As sociedades carnavalescas

Aos poucos essas promenades acabariam por adquirir uma certa independência em relação aos bailes até que, em 1855, um grupo de cidadãos notáveis organizaria aquele que ficou conhecido como o primeiro passeio de uma sociedade carnavalesca por uma cidade brasileira: o desfile do Congresso das Sumidades Carnavalescas.

O sucesso desse evento abriria as portas para o surgimento de dezenas de sociedades carnavalescas que, em poucos anos, já disputariam entre si o exíguo espaço do centro da cidade durante os dias de carnaval.

"O Abre Alas"- , em 1898. É considerada a número "1" do canrnaval brasileiro

Ó Abre Alas
Chiquinha Gonsaga


Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar

Eu sou da Lira
Não posso negar
Eu sou da Lira
Não posso negar

Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar

Rosa de Ouro
É que vai ganhar
Rosa de Ouro
É que vai ganhar


Grupo de travestis "As Marrequinhas" no Clube dos Democráticos, 1913

O carnaval das ruas

Entretanto, o fabuloso carnaval proposto pela burguesia não reinaria sozinho nas ruas do Rio de Janeiro. Paralelamente ao movimento de implantação de uma festa civilizada, outras diversões tomavam forma na cidade. O entrudo, com sua alegria desorganizada e espontânea não era a única diversão carnavalesca popular. Muitos grupos negros de Congadas (ou Congos) e Cucumbis aproveitavam-se da relativa liberalidade reinante para conseguir autorização policial para se apresentarem. Além disso, outros grupos, reunindo a população carente de negros libertos e pequenos comerciantes portugueses (mais tarde conhecidos como Zé Pereiras), sentiram-se incentivados a passear pelas ruas.

Fenianos no carnaval de 1923.

Democráticos - Carro de crítica (s/d )

Blocos e Cordões

Ao longo do tempo, surgiram também outras manifestações como os blocos e cordões, os ranchos e posteriormente as escolas de samba, estas últimas com suas músicas próprias e enredos, e suas sofísticadas e interessantes evoluções de coreografias, com estandartes, porta bandeiras e mestre-salas, dando novas e deslumbrantes feições à grande festa popular. Na verdade, as Escolas de Samba surgiram com o Samba moderno e assimilaram parte da cultura dos Blocos como também parte da cultura dos Ranchos.

Mas conologicamente falando, e seguindo na linha do tempo, na segunda metade do século 19, surgiram os Cordões e Blocos, os Ranchos e as Grandes Sociedades Carnavalescas. Estes grupos, constituidos por foliões, tomavam as ruas do Rio de Janeiro durante os festejos de Momo.

Os Cordões tinham este nome por andarem em fila, com seus participantes caminhando e dançando um atrás do outro. Era um grupo onde a sua caracterisitca principal eram os foliões mascarados, com as mais diversos tipos de temas como palhaços, velhos, índios, reis, rainhas, diabos, baianas e vários outros tipos de personagens. O grupo era conduzido por um Mestre e obedecia à um apto de comando. Quem fazia o som e rítimo da brincadeira era um conjunto munido apenas de insturmentos de percurssão.

Pelo menos em termos de registro histórico, tem-se o ano de 1886 como data de surgimento, com a fundação do cordão chamado Estrela da Aurora. A partir de 1902 os cordões se proliferam no Rio de Janeiro e em torno de 200 cordões são licenciados pela polícia da então Capital Federal. Existia cordões de vários bairros, como os "Destemidos do Catete" e "Triunfo da Glória" e no ano de 1906 o jornal Gazeta de Notícias organizou o primeiro concurso de cordões da cidade.

O Declínio dos Cordões

No início da segunda década do seculo 20, já em 1911 os Ranchos passaram a ter mais importância e começavam a substituir os Cordões no carnaval carioca. Entretanto, no ano de 1918 surge o famoso "Cordão do Bola Preta", que segundo muitos afirmam nunca foi um "cordão" propriamente dito, mas um bloco cuja finalidade e missão contida em seus estatutos era revigorar e reviver as tradições dos antigos "cordões" que haviam desaparecido. 

O desaparecimento dos Cordões se deu devido ao excesso de críticas da imprensa e também pelos intelectuais de elite. Devido à esta suposta má fama e rotulo degenerativo dado pela imprensa, os cordões passaram a se denominar Blocos carnavalescos. 

Foto de um bloco onde o compositor Pixinguinha aparece em meio aos amigos foliões. Nesta época, muitos participantes vestiam-se de mulher de forma satírica e bem humorada, como é o caso de Pixinguinha e alguns companheiros.

O carnaval carioca

A mistura desses diferentes grupos acabaria por forçar uma espécie de diálogo entre eles. Em pouco tempo as influências mútuas se fazem notar através da adoção pelo carnaval popular, das fantasias e da organização características da folia burguesa. As sociedades carnavalescas por sua vez, passaram a incorporar boa parte dos ritmos e sonoridades típicos das brincadeiras populares.

O resultado de tudo isso é que as ruas do Rio de Janeiro veriam surgir toda uma variedade de grupos, representando todos os tipos de interinfluências possíveis. É essa multiplicidade de formas carnavalescas, essa liberdade organizacional dos grupos que faria surgir uma identidade própria ao carnaval carioca. Uma identidade forjada nas ruas, entre diálogos e tensões.

O carnaval popular

Essa forma de classificação perduraria até os anos 1930, quando o prefeito/interventor do Rio de Janeiro, Pedro Ernesto, oficializaria a festa carioca. A partir daí, os concursos promovidos pelos jornais, os textos jornalísticos publicados na imprensa e as obras dos primeiros folcloristas acabariam por separar as brincadeiras populares em categorias estanques, cada qual com uma história e um formato próprios, tais como blocos, ranchos, cordões, Zé Pereiras, corso e sociedades. Coroando esse movimento é publicado, em 1958 o livro História do carnaval carioca, da pesquisadora Eneida de Moraes que estabelece o texto fundador da folia carioca, e, por extensão, brasileira.

Av. Central, década de 20 - Carnaval de rua. Esquina da Rua dos Ourives.

Em 01.03.1960 - Arquivo O Globo - Carnaval de rua na Avenida Rio Branco. Foliões fantasiados de melindrosas. Flagrantes de rua. 





Em 03.03.1957 - Arquivo O Globo - Carnaval de Rua no Rio de Janeiro. Foliões fantasiados na Avenida Rio Branco.

CRONOLOGIA HISTÓRICA DO CARNAVAL.

1834 - Aparecimento das máscaras
1840 - Primeiro baile carnavalesco
1846 - Primeiros "Zé Pereiras"
1879 - Primeiro baile público
1885 - Primeiro "cordão"
1888 - Primeiro fantasia de "Zé Codea"
1892 - Aparecimento da Serpentina 
1898 - Primeira Marcha de carnaval "O Abre Alas"
1900 - Primeiros bailes sociais
1901 - Pulverização de Perfumes e talcos
1907 - Primeiros travestidos (homens vestidos de mulher)
1908 - Aparecimento do "rancho"
1911 - Primeiros Lança perfumes
1926 - Primeiros turistas estrangeiros 
1928 - Primeira Escola de Samba 
1930 - Outras Escolas
1932 - Primeiro baile no Teatro Municipal

As escolas de samba

No final dos anos 1920 o Brasil buscava criar uma identidade capaz de diferenciá-lo dentro da nova ordem mundial estabelecida após a Primeira Grande Guerra. O conceito de negritude se destacava mundialmente valorizando as produções culturais negras como a Arte africanae o jazz. A festa carnavalesca e o novo ritmo de base negra recém surgido, o samba, seriam as bases para a formulação de um sentido de brasilidade. A valorização do samba e da negritude acabariam aumentando o interesse da intelectualidade nos novos "grupos de samba" que surgiam nos morros cariocas. Esse grupos passaria a se apresentar "no asfalto", ou seja, longe dos guetos dos morros, sendo chamados de escolas de samba.

Tia Ciata ( a direita ) e uma amiga.

O nome de Tia Ciata esta cravado na memória do samba e sua importância é apontada por uma serie de teses, livros e artigos que não economizam elogios a sua relevância enquanto liderança natural. Batizada Hilária Batista de Almeida nasceu em Salvador em 1854 e aos 22 anos veio para o Rio de Janeiro em busca de uma vida melhor. Foi a mais famosa das tias baianas e era na comida e nas vestes tradicionais que expressava suas convicções religiosas, sua fé no candomblé e sua posição de “mestra ancestral” da tradição.
Em sua casa - considerada a Capital da Pequena África – que tinha como freqüentadores gente como Pixinguinha, Donga, Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Sinhô e Mauro de Almeida, que o samba ganhou abrigo seguro, para dali nascer o primeiro levado ao disco em 1917, inaugurando a consolidação do encontro “para tocar samba” como um gênero musical propriamente dito.

Tratados, inicialmente, como uma espécie de curiosidade "folclórica", esses grupos foram, pouco a pouco, cativando a sociedade carioca com seu ritmo marcado, com a sonoridade inesperada de suas cabrochas e com os temas populares de suas letras.

Mantidas por décadas como elementos secundário da folia carnavalesca carioca, as escolas de samba adquiririam grande proeminência a partir da década de 1950, com a incorporação da classe média aos desfiles, consequência da aproximação entre as escolas e intelectuais de esquerda. A partir daí elas galgariam os degraus do sucesso até se tornarem o grande evento carnavalesco nacional.

A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.


As Campeãs ( até 2011).

1932 - Mangueira - Sorrindo.

1933 - Mangueira - Uma Segunda-feira no Bonfim da Bahia.

1934 - Mangueira - República da Orgia.

1935 - Vai Como Pode (Atual Portela) - O samba dominando o mundo .

1936 - Unidos da Tijuca - Sonhos delirantes .

1937 - Vizinha Faladeira - A Origem do Samba

1938 - Houve desfile mas a apuração não foi realizada

1939 - Portela - Teste ao Samba

1940 - Mangueira - Prantos, Pretos e Poetas

1941 - Portela - Dez Anos de Glória

1942 - Portela - A Vida do Samba Lino Manoel dos Reis

1943 - Portela - Brasil, Terra da Liberdade Liga de Defesa Nacional

1944 - Portela - Motivos Patrióticos Liga de Defesa Nacional

1945 - Portela - Brasil Glorioso Liga de Defesa Nacional

1946 - Portela - Alvorada do Novo Mundo Lino Manoel dos Reis

1947 - Portela - Honra ao Mérito Euzébio e Lino Manoel dos Reis

1948 - Império Serrano - Antônio Castro Alves

1949 - Império Serrano (pela FBES) - Exaltação à Tiradentes
Mangueira (pela UGESB) - Apologia ao Mestre

1950 - Império Serrano (pela FBES) - Batalha Naval do Riachuelo
Mangueira (pela UCES) Plano SALTE - Saúde, Alimentação, Transporte e Energia
Prazer da Serrinha (pela UGESB)
Unidos da Capela (pela UGESB)

1951 - Império Serrano (pela FBES) - Sessenta e Um Anos de República
Portela (pela UGESB) - A Volta do Filho Pródigo Lino Manoel dos Reis

1952 - Houve desfile mas a apuração não foi realizada

1953 - Portela - As Seis Datas Magnas Lino Manoel dos Reis

1954 - Mangueira - Rio de Janeiro de Ontem e Hoje

1955 - Império Serrano - Exaltação a Duque de Caxias

1956 - Império Serrano - O Caçador de Esmeraldas

1957 - Portela - Legados de D. João VI

1958 - Portela - Vultos e Efemérides do Brasil

1959 - Portela - Brasil, Panteon de Glórias

1960 - Portela - Rio, a Capital Eterna
Mangueira - Glória ao Samba
Salgueiro - Quilombo dos Palmares
Unidos da Capela - Produtos e Costumes da Nossa Terra
Império Serrano - Medalhas e Brasões

1961 - Mangueira - Recordações do Rio Antigo

1962 - Portela - Rugendas: Viagens pitorescas através do Brasil

1963 - Salgueiro - Chica da Silva Arlindo Rodrigues

1964 - Portela - O Segundo Casamento de D. Pedro I

1965 - Salgueiro - História do Carnaval Carioca

1966 - Portela - Memórias de um Sargento de Milícias

1967 - Mangueira - O mundo encantado de Monteiro Lobato

1968 - Mangueira - Samba, festa de um povo

1969 - Salgueiro - Bahia de Todos os Deuses

1970 - Portela - Lendas e Mistérios da Amazônia

1971 - Salgueiro - Festa Para um Rei Negro Fernando Pamplona

1972 - Império Serrano - Alô, alô, taí Carmem Miranda

1973 - Mangueira - Lendas do Abaeté

1974 - Salgueiro - O Rei de França na Ilha da Assombração

1975 - Salgueiro - O Segredo das Minas do Rei Salomão

1976 - Beija-Flor - Sonhar com Rei dá Leão

1977 - Beija-Flor - Vovó e o Rei da Saturnália na Corte Egípciana

1978 - Beija-Flor - A criação do mundo na tradição nagô

1979 - Mocidade - O Descobrimento do Brasil

1980 - Imperatriz - O que que a Bahia tem?
Beija-Flor - O Sol da Meia-noite, uma viagem ao país das maravilhas
Portela - Hoje tem Marmelada!

1981 - Imperatriz - O teu cabelo não nega (Só dá Lalá)

1982 - Império Serrano - Bum Bum Paticumbum Prugurundum

1983 - Beija-Flor - A grande constelação das estrelas negras

1984 - Mangueira - Yes, nós temos Braguinha
Portela - Contos de Areia

1985 - Mocidade - Ziriguidum 2001 - Carnaval nas estrelas Fernando Pinto

1986 - Mangueira - Caymmi mostra ao mundo o que a Bahia e a Mangueira têm

1987 - Mangueira - O Reino das Palavras, Carlos Drummond de Andrade

1988 - Vila Isabel - Kizomba, a festa da raça

1989 - Imperatriz - Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós!

1990 - Mocidade - Vira, virou, a Mocidade chegou

1991 - Mocidade - Chue... Chuá... As águas vão rolar

1992 - Estácio de Sá - Paulicéia Desvairada - 70 anos de Modernismo

1993 - Salgueiro - Peguei um Ita no Norte

1994 - Imperatriz - Catarina de Médicis na corte dos Tupinambôs e dos Tabajéres

1995 - Imperatriz - Mais vale um jegue que me carregue que um camelo que me derrube, lá no Ceará

1996 - Mocidade - Criador e Criatura

1997 - Viradouro - Trevas! Luz! A explosão do Universo

1998 - Mangueira - Chico Buarque da Mangueira
Beija-Flor - Pará – O mundo místico dos Caruanas nas águas do Patu-anu

1999 - Imperatriz - Brasil, mostra a tua cara em 'Theatrum Rerum Naturalium Brasiliae'

2000 - Imperatriz - Quem descobriu o Brasil foi Seu Cabral do dia 22 de abril, dois meses depois do Carnaval

2001 - Imperatriz - Cana caiana, cana roxa, cana fita, cana preta, amarela, Pernambuco, quero vê descê o suco na pancada do ganzá

2002 - Mangueira - Brasil com z é pra cabra da peste, Brasil com s é Nação do Nordeste

2003 - Beija-Flor - O povo conta a sua história: Saco vazio não para em pé – A mão que faz a guerra, faz a paz

2004 - Beija-Flor - Manôa, Manaus, Amazônia, Terra Santa... Que alimenta o corpo, equilibra a alma e transmite a paz

2005 - Beija-Flor - O vento corta as terras dos Pampas. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Guarani. Sete povos na fé e na dor... Sete missões de amor

2006 - Vila Isabel - Soy loco por ti, América - A Vila canta a latinidade

2007 - Beija-Flor - Áfricas: do Berço Real à Corte Brasiliana

2008 - Beija-Flor - Macapabá: Equinócio Solar, Viagens Fantásticas no Meio do Mundo

2009 - Salgueiro - Tambor

2010 - Unidos da Tijuca - É segredo! 

2011 - Beija-Flor - Roberto Carlos: a simplicidade de um Rei

Fantasias de mascarados. 1915. Foto de Augusto Malta

Mascarados no Corso. 1916. Foto de Augusto Malta

Fantasias. 1916. Foto de Augusto Malta

A Av. Central, inaugurada em 1905 e rebatizada de Av. Rio Branco em 1912, era o palco do carnaval da elite carioca nas primeiras décadas do século XX. foto de 1920. Foto de Augusto Malta

Quem não tinha carro... Foto de Augusto Malta

As fantasias mais comuns nessa época eram as de pierrôs, arlequins, colombinas, dominós, marinheiros e mascarados em geral. Foto de Augusto Malta

Segundo a historiadora do carnaval Eneida de Moraes, o corso aconteceu a primeira vez na Av. Central no ano de 1908. Antes da inauguração da Avenida, em 1905, o carnaval era festejado na estreita e elegante Rua do Ouvidor. Foto de Augusto Malta

Nas mãos que aparecem no canto direiro da foto, pode-se ver os vidros de lança-perfume, artigo indispensável no carnaval de antanho. Foto de Augusto Malta

O Corso na Av. Rio Branco. 1920. Foto de Augusto Malta

No corso, carnaval da elite carioca, os negros só iam mesmo prá trabalhar. 1920. Foto de Augusto Malta

Pelo menos nessa época não tinha spray de espuma (risos). 1919. Foto de Augusto Malta

Homens fantasiados de mulher. 1915. Foto de Augusto Malta.

Carnaval na Cinelândia no ano de 1954

Carnaval do Rio em 1954

Baile de carnaval do Copacabana Palace em 1954

PRAÇA XV

A Praça Quinze de Novembro, ou simplesmente Praça XV é um logradouro público, situado no centro da cidade do Rio de Janeiro, próxima ao centro histórico da Praça Marechal Âncora, entre a Rua da Assembléia e o Beco dos Barbeiros.

Está localizada na região conhecida nos primórdios da ocupação das terras da cidade como Praia da Piaçaba. Foi denominada originalmente de Largo do Terreiro da Polé, Praça do Carmo, Terreiro do Paço, Largo do Paço. Em 18 de março de 1870 a Câmara da cidade deu-lhe a denominação de Praça de Dom Pedro II, com a República de imediato trocaram-lhe o nome para a denominação atual.

Paço Imperial em 1830.

Nos fins do século XIX eram oficialmente descritos os seus contornos e limites "pela Rua D. Manoel e Fresca, Praça das Marinhas, ruas do Mercado, Primeiro de Março, Sete de Setembro e Misericórdia".

Nela foi erguido o prédio do Palácio dos Governadores e da Casa da Moeda, futuras instalações do Paço Real e depois Imperial. As obras foram iniciadas por ordens do Conde de Bobadela, e terminadas em 1745, no governo de Gomes Freire de Andrade. Foi o primeiro imóvel da cidade a ter vidros nas janelas.

No governo do vice-rei D. Luiz de Vasconcelos foi construído o Chafariz do Mestre Valentim, que inaugurado em 1789 é até hoje um dos símbolos do local. Muitos pensam que o Chafariz está com defeito, quando na realidade estudos demonstraram que a água que expelia estava erodindo as esculturas e pedras, razão pelo qual foi desligado.

Até o início do regime republicano, ali estavam também a Capela Imperial (atual igreja de Nossa Senhora do Carmo da antiga Sé), aigreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, o convento do Carmo (prédio da Antiga Academia de Comércio, atual Universidade Cândido Mendes), razão que a região foi local de acontecimentos e solenidades significativos para a história do Brasil imperial, como casamentos, batizados, aclamações,coroações e entêrros.

Quando da morte da rainha Dona Maria I, em 1816, no antigo prédio do Convento do Carmo, o então Largo do Paço foi o palco onde se desenrolou o funeral real. Com os cariocas todos vestidos de pesado negro, o corpo saiu solenemente do Paço, para ser depositado no Convento da Ajuda. Dias depois aconteceram na praça e em outros locais determinados da cidade, as cerimônias protocolares da morte de um reinante, a única vez que foram executadas em todo o continente americano.

Quando foi feita em 1878, por ordem da Câmara Municipal, a nova numeração dos prédios da cidade, o serviço começou justamente no local, recebendo o Paço Imperial o número 7. Nela estava também em (1878), os prédio da Secretaria de Agricultura, da Agência Nacional de Colonização, a Praça do Mercado e a Estação Ferry, das barcas que navegam para Niterói.


Em 1888, foi defronte do Paço Imperial que ocorreram as maiores comemorações pela assinatura da Lei Áurea. No entanto logo depois, em 1889 com a Proclamação da República, foi o local de onde partiu a família Imperial para o exílio. O prédio foi transformado então, em repartição dos Correios e Telégrafos, sofrendo uma série de reformas que o descaracterizaram. Hoje inteiramente restaurado, é um centro cultural com livrarias e restaurantes e espaços para exposições.

Em 12 de novembro de 1894 foi solemente inaugurado o panteão do General Osório. Encimado por sua estátua equestre, fundida com os bronzes dos canhões apreendidos no Paraguai, uma homenagem da pátria brasileira a um dos hérois da Guerra do Paraguai. No entanto, nos fins do século XX, seus restos mortais foram removidos para Porto Alegre, capital de seu estado natal.

A Praça XV, até o ínicio do século XX, era o ponto principal de desembarque e entrada na cidade.

Em 10 de junho de 1965 foi inaugurada a estátua equestre do Rei Dom João VI, presente do povo de Portugal à cidade, por ocasião dos festejos do IV Centenário de sua fundação. Foi colocada no local onde teria desembarcado, em 1808. Esta estátua é da autoria de Salvador Barata Feyo, um reputado escultor português, natural de Moçâmedes (Angola) com larga obra espalhada por Portugal. Uma cópia de semelhante estátua encontra-se na rotunda do Castelo do Queijo (Praça de Gonçalves Zarco)), na cidade do Porto.

De acordo com instruções do escultor desta obra, ambas as estátuas deveriam estar voltadas uma para outra, como simbolismo e ligação entre a mesma pessoa (D. João VI) e os dois países (Portugal e Brasil). Essa mesma ligação profunda e desmentível ainda foi mais marcada ainda pela presença de um globo terrestre com a cruz de cristo por cima, que a figura de D. João leva na sua mão direita. A fazer crer em João Barata Feyo, "...o globo terrestre com a Cruz de Cristo, é um símbolo da História de Portugal que é a descoberta, a conquista, a navegação, ele leva a sua tradição de Rei Português, digamos que Portugal se caracteriza pela aventura que realizou, pela descoberta dos caminhos para a Índia, Brasil. […] Foi uma forma de congregar na figura de D. João VI toda a história de Portugal.".

Richard Bates, Largo do Paço, 1808. Em destaque a Igreja da Ordem Primeira de Nossa Senhora do Carmo e contígua a ela, a Igreja da Ordem Terceira.

Marc Ferrez, Igreja da Ordem Terceira do Carmo, 1870.

No local do antigo Mercado Municipal, ergue-se hoje o moderno prédio da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.

Na década de 1950 foi construída a Avenida Perimetral que ligando a avenida Presidente Vargas ao Aterro do Flamengo, atravessou o local, comprometendo seriamente a estética da Praça da XV.

Praça XV de Novembro na virada do século em mais um belo postal colorizado.

Praça XV de Novembro, Rio de Janeiro, c. 1890. Foto de Marc Ferrez.

O cais Pharoux (atual Praça XV, Rio de Janeiro, RJ) era porto para viagens nacionais e internacionais.



Eis o registro de um momento histórico. O momento do anúncio, em maio de 1888, no Paço Imperial, do fim da escravidão no Brasil.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

CINEMAS DO RIO DE JANEIRO

O predecessor dos cinemas foi, no Rio de Janeiro, o animatógrafo, que divertia o público por meio de quadros luminosos. Fundado em 1891 pelo cidadão italiano Victor de Mayo, funcionava na Rua do Ouvidor nº 141. Ali eram exibidos, na Semana Santa, quadros coloridos do Nascimento e da Paixão de Nosso Senhor. E nos dias comuns eram apresentados outros interessantes quadros. Predominavam os de caráter jocoso, obedecendo, por isso mesmo, a títulos curiosos, tais como “O namorado no saco”, “A polícia no tanque” e “Maxixe no outro mundo”. Em 1894 foi adquirido por outro empreendedor italiano, Pascoal Segreto, passando a ostentar o título de Salão Paris no Rio. Depois apareceram os estabelecimentos onde eram feitas projeções animadas sobre telas, para divertimento dos espectadores. Foram primeiramente chamados biógrafos e, depois, cinematógrafos. Hoje recebem a generalizada denominação de cinemas. E os rolos de celulóide onde estavam plasmadas as imagens, cenas ou aspectos eram denominados filmes. Atualmente são tais rolos geralmente conhecidos como fitas.


Os cinemas foram, pouco a pouco, espalhando-se pela cidade. Em 1901, Pascoal Segreto montou na Maison Moderne – no Largo do Rocio – o primeiro estabelecimento desse gênero, sob o nome de biógrafo. Em 1904, fez inaugurar, na Rua do Ouvidor, o Rio-Paris. Depois foram surgindo outros. Assim, a empresa francesa E. Hervet instalou naquele mesmo ano, no Teatro Lírico, um cinema, apresentando uma dezena de pequenos filmes. Mas não ocorrendo a renovação dos mesmos, a iniciativa foi votada ao insucesso. Uma cadeira custava 3$000 réis. Em 1905 funcionou um cinema no Bar do Passeio Público. A primeira exibição constou de uma dúzia de filmes trazidos da Europa pelo antes citado Victor de Mayo. O sucesso foi extraordinário e o arrendatário do referido bar procurou ampliar o negócio comprando a Marc Ferrez os filmes que o mesmo importava da Casa Pathé Frères, de Paris. Outro italiano, Giacomo R. Staffa, montou em 1907 o Grande Cinematógrafo Parisiense, na Rua Chile fronteiramente ao Hotel Avenida, ali exibindo filmes franceses e dinamarqueses. Nestes quase sempre aparecia, com sua esbelta figura, o artista dinamarquês Waldemar Psilander, poucos anos depois assassinado em Kopenhagen. Também naquele ano abriu suas portas o Cinematógrafo Pathé, na Avenida Central ns. 147 e 149, de propriedade da firma Arnaldo & Comp., cujo chefe Arnaldo de Sousa, veio a tornar-se muito conhecido como exibidor. Mais tarde o estabelecimento passou à propriedade do citado Marc Ferrez, filho do artista da missão artística francesa de 1816. Depois foi transferido para o nº 116, sendo vulgarmente conhecido como Pathezinho. Em 1908 foram abertos, entre outros, os cinemas: Ouvidor, na rua desse nome nº 154; Paris, na Praça Tiradentes nº 50; Brasil, num sobrado daquela praça. Em 1909 inaugurava-se o Cinematógrafo Popular; situado na Avenida Marechal Floriano Peixoto esquina da Avenida Passos. E, a seguir, são montados: o Rialto (ao lado do Parisiense); o Odeon (Avenida esquina de Sete de Setembro, com vasta sala de espera e duas salas de exibições voltadas para as referidas artérias); o Avenida (Avenida esquina de Assembléia) e o Central (Avenida nº 166).

O antes mencionado Pathé se transformou, no ano de 1911, em Cinematógrafo Palais, sendo explorado, depois de Arnaldo de Sousa, por Alberto Sestini e pela firma Darlot. Ainda no mesmo ano dava-se a inauguração, na Rua do Ouvidor nº 127 – entre a Avenida e a Rua Gonçalves Dias – do Cinematógrafo Ouvidor, sendo proprietários do mesmo os irmãos Stamile: que foram os primeiros exibidores dos filmes norte-americanos. Na sala de espera desse cinema o pianista Aurélio Cavalcanti deliciava os freqüentadores com melodiosas valsas enquanto esperavam a entrada na sala de projeções.

Os cinemas da Avenida e da Rua Chile tinham salas de espera dotadas de sofás em toda a volta, bela decoração com espelhos e balaustradas sobre as vias públicas. Eram amplos recintos onde as pessoas aguardavam a hora do filme – ouvindo boas orquestras de moças, colocadas em palanques – constituindo, outrossim, pontos de encontro de amigos, de senhoras elegantes e de empertigados cavalheiros. E como as cadeiras da platéia estavam divididas em 2ª classe (as mais próximas da tela) e em 1ª classe (as mais afastadas e, portanto, as melhores), havia salas de espera separadas. Tempo houve em que uma 2ª classe valia 1$500 réis e uma 1ª somente 2$500 réis! Ainda no centro da cidade ou nas suas proximidades funcionaram os cinemas Carioca (no Largo do mesmo nome), Ideal e Íris (Rua da Carioca), Olímpia (Rua Visconde do Rio Branco), Kab-Kab (Ouvidor esquina de Gonçalves Dias), Colosso (no Teatro São José), Primor (Avenida Passos) e Lapa (Avenida Mem de Sá). Outros cinemas: Brasil, Demaria, Parque Novidades, Rio Branco, Universal, Éden, Floresta, Lavradio. A seguir, surgiram, na Praça Floriano, os cinemas Capitólio, Glória, Império e Odeon, o que se deveu a Francisco Serrador, cidadão espanhol, grande trabalhador a prol da cidade. Coube-lhe converter o descampado onde outrora estivera o Convento da Ajuda, numa zona comercial, importantíssima; ali erigindo inúmeros arranha-céus e montando, nas respectivas lojas, aqueles cinematógrafos. Criou, assim, o bairro que foi vulgarmente conhecido como Cinelândia e que hoje está crismado como Bairro Serrador. E devido à iniciativa de Marc Ferrez, também foi instalado naquele bairro o terceiro Pathé.

Nos bairros funcionavam cinqüenta e tantos cinemas, dentre os quais se destacavam os denominados: Americano e Atlântico (Copacabana); High-Life, depois Guanabara (Praia de Botafogo); Politeama (Largo do Machado); Excelsior (Rua do Catete); América, Velo, Brasil e Haddock Lobo (todos na rua deste nome); Tijuca, Andaraí, Matoso, Méier e Engenho de Dentro (nos bairros assim denominados); e mais os conhecidos como Hélios, Ramos, Guarani, Smart, Modelo, Fluminense e Elegante.

AGORA POSTAREI ALGUMAS SALAS DE CINEMAS. NÃO ESTÃO NA ORDEM CRONOLÓGICA E NEM ESTÃO TODAS AS SALAS, MAS VALE A PENA DAR UMA OLHADA.

Na foto dos anos 1960, observamos o Cine Miragem que era moderno e comportava mais de 300 lugares. Localizado em Petrópolis.

Cine Parisiense. localizado na antiga av. central. Hoje av. Rio branco.

Fachada do Cine Jóia, em Copacabana, em 01 de fevereiro de 1987 (Foto: Guilherme Pinto - Agência OGlobo)

Fachada do Cine Rex, no Centro da Cidade do Rio, em 12 de março de 1981. (Foto: Frederico Secco - Agência OGlobo)

O Cine Ipanema ficava situado na Rua Visconde de Pirajá, 86, em frente à Praça General Osório. Foto de 1934.

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Fachada dos Cinemas Lido 1 e 2, Copacabana, em 30 de setembro de 1975 (Foto: Manoel Soares).

Fachada do Cinema Metro Boa Vista, Passeio Público, em 12 de março de 1981. (Foto: Frederico Secco - Agência OGlobo).

Fachada Cinema Condor, Largo do machado, em 03 de abril de 1989(Foto: William de Moura – Agência OGlobo)

Fachada do Cine São José, Praça Tiradentes, em 12.03.1976 (Foto: Agência OGlobo).

Fachada do Cinema Império, na Cinelândia, no Rio, em 11 de dezembro de 1978. (Foto: Anibal Philot - Agência O Globo). Hoje é uma, das tantas que invadiram as salas de cinema, igreja universal.

Cine Pirajá, em Ipanema, em 30 de setembro de 1975 (Foto: Manoel Soares - Agência O Globo).

Fachada do Cine Marajá, no Méier, em 16 de setembro de 1982 (Foto: Lúcio Marreiro - Agência O Globo).

Fachada do Cine Imperator, no Meier, em 19 de novembro de 1985 (Foto: Luiz Betthencourt - Agência OGlobo).

Fachada do Cine Presidente em 12 de março de 1976 (Foto: Agência OGlobo).

Fachada do Cine Guarabu, na Ilha do Governador, em 29 de junho de 1982 (Foto de Cezar Loureiro - Agência O Globo).

O Cine Coper localizava-se no bairro de Botafogo.

Cine São Luiz - R. do Catete (1974).

Fachada do Cine Marrocos na rua Sacadura Cabral - centro - em 12 de março de 1976 (Foto Agência OGlobo).

Cine Veneza na av. Pasteur - urca -  foi inaugurado em 1963.

Inaugurado em 30 de outubro de 1952 e demolido em 1979, o Cine Pax ficava em Ipanema. 

O O Cine Todos os Santos era conhecido popularmente como “Todinho” ou “Metro Todos os Santos” e ficava situado na Rua Getúlio, em Todos os Santos, na região do Grande Méier. A foto é da década de 80. Se liga no nome de um dos filmes: Christiane F drogada e prostituida. Um clássico, proibido para menores.

O Cine Rian ficava situado na Av. Atlântica, Copacabana, onde hoje existe o Hotel Pestana.

Fachada do Cine Bruni Méier (Foto de Sergio Lima em 08.04.1989 - Agência O Globo).

Cine Guaraci, localizado na rua Rocha Miranda, no Rio de Janeiro.

Cine Ricamar era localizado na Av. Nossa Senhora de Copacabana no Rio de Janeiro.

Cine Theatro Casino - Passeio Público. Construido por volta de 1921, pelo prefeito Carlos Sampaio visando ao aparelhamento da cidade para as comemorações do Centenário da Independência do Brasil. Se tornando theatro por volta de 1924. Foi cinema por volta de 1927 por pouco meses.

O Cine Bruni Tijuca foi uma sala de cinema na Praça Sáenz Peña, Tijuca, era uma sala bem pequena e ficava numa galeria comercial que até hoje existe com varejo de roupas, sapatarias e afins. Funcionou entre 1968 a meados da década de 1990.

O Cinema High Life ficava na Praia de Botafogo, esquina com Rua da Passagem. Na década de 50 (quando a foto abaixo foi tirada), o High Life mudou de nome: virou o “Guanabara”, que funcionou até 1977, quando foi demolido.

 No número 1474 da Rua Uranos, mais conhecido como Cine Olaria, construído em 1920. O cinema antes de chamar-se Olaria tinha o nome de Cine Santa Helena, e era de propriedade da família Caruso.

Cinema Olinda, que era localizado na Praça Saenz Peña nº 51, na Tijuca, inaugurado no dia 23 de setembro de 1940. Foi o maior cinema da história da exibição carioca (chegou a ter 3500 lugares). Sofreu algumas reformas e, em 1951, diminuiu sua capacidade para com 3.158 lugares.Infelizmente, seu prédio foi demolido em 1972. Hoje shopping 45.

Cinema América, Rua Conde de Bonfim, 334 – Inaugurado em 1927 com 1.157 lugares – Média anual de 2.012 e 464.779 espectadores.

O Cine Azteca - R. do Catete (1968).

Cine Caruso Copacabana. Localiza-se na Av. Nossa Sra. de Copacabana 1.362. Foi inaugurado em 1954, com capacidade de 867 lugares.

Rebatizado em 1988 como Star Ipanema, o Bruni Ipanema foi inaugurado em 1963 e na década de 70 passou a ser chamado de Roma Bruni. Encerrou suas atividades em 2002, e em seu lugar há hoje uma Casa e Vídeo.

Cine Bruni Copacabana - R. Barata Ribeiro.

Sala de espera do Cinema Pathé, à Av. Central, 116. No balcão, ao fundo, uma orquestra de senhoritas animava os intervalos das sessões.(Arquivo do Museu da Imagem e do Som. Reprodução de Roberto Jesus Oscar.).

O Cinema Odeon é propriedade da Empresa de Cinemas São Luiz Ltda. É localizado na rua Visconde do Rio Branco, n. 375.O Odeon foi Fundado no ano de 1934, e para a nossa felicidade existe até hoje.

Cine Miramar – Praia do Leblon (Av. Delfim Moreira). Cine Miramar 1973, nos últimos dias.

Localizado bem no centro da cidade do Rio de Janeiro, na rua Marechal Floriano, é surpreendente ver a fachada do prédio abandonada… Nele, lê-se claramente: “CINE FLORIANO”, já desativado há muito tempo. No primeiro piso, funciona um “moderno” estacionamento.

Cinema Palácio – Década de 40. 

Fachada do Cine Bruni (Super Bruni) em Ipanema em 13 de maio de 1971 (Foto: Luiz Pinto - Agência OGlobo).

Cine Paissandú, Flamengo. O Paissandu foi inaugurado em 15 de dezembro 1960 e, a partir de 1964, a Cinemateca do MAM ficou responsável pela programação, composta sobretudo de filmes franceses que não costumavam ser exibidos em circuito comercial.

Cine Estácio de Sá 

Cine Lux - Ilha do Governador.

Cines Madureira 1 e 2 - Madureira.

Cine Maracanã - R. São Francisco Xavier - Maracanã.

CINEAC - Av. Rio Branco - Centro.

Cines Coral e Scala - Praia do Botafogo.

Cine Vitória - R. Senador Dantas - Centro

Cine Pathé - Pça. Marechal Floriano, 45 - Cinelândia.

Cine Metro Tijuca - Pça Sans Pena - Tijuca.

Cine Capitólio - Pça Mal. Floriano Peixoto - Cinelândia (1958).

Cine Carioca - Pça Sans Pena - Tijuca.

Cine Íris, na Rua da Carioca, nº 49, inaugurado em 1909.

Entrada do cine Íris.