sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

CINEMAS DO RIO DE JANEIRO

O predecessor dos cinemas foi, no Rio de Janeiro, o animatógrafo, que divertia o público por meio de quadros luminosos. Fundado em 1891 pelo cidadão italiano Victor de Mayo, funcionava na Rua do Ouvidor nº 141. Ali eram exibidos, na Semana Santa, quadros coloridos do Nascimento e da Paixão de Nosso Senhor. E nos dias comuns eram apresentados outros interessantes quadros. Predominavam os de caráter jocoso, obedecendo, por isso mesmo, a títulos curiosos, tais como “O namorado no saco”, “A polícia no tanque” e “Maxixe no outro mundo”. Em 1894 foi adquirido por outro empreendedor italiano, Pascoal Segreto, passando a ostentar o título de Salão Paris no Rio. Depois apareceram os estabelecimentos onde eram feitas projeções animadas sobre telas, para divertimento dos espectadores. Foram primeiramente chamados biógrafos e, depois, cinematógrafos. Hoje recebem a generalizada denominação de cinemas. E os rolos de celulóide onde estavam plasmadas as imagens, cenas ou aspectos eram denominados filmes. Atualmente são tais rolos geralmente conhecidos como fitas.






Os cinemas foram, pouco a pouco, espalhando-se pela cidade. Em 1901, Pascoal Segreto montou na Maison Moderne – no Largo do Rocio – o primeiro estabelecimento desse gênero, sob o nome de biógrafo. Em 1904, fez inaugurar, na Rua do Ouvidor, o Rio-Paris. Depois foram surgindo outros. Assim, a empresa francesa E. Hervet instalou naquele mesmo ano, no Teatro Lírico, um cinema, apresentando uma dezena de pequenos filmes. Mas não ocorrendo a renovação dos mesmos, a iniciativa foi votada ao insucesso. Uma cadeira custava 3$000 réis. Em 1905 funcionou um cinema no Bar do Passeio Público. A primeira exibição constou de uma dúzia de filmes trazidos da Europa pelo antes citado Victor de Mayo. O sucesso foi extraordinário e o arrendatário do referido bar procurou ampliar o negócio comprando a Marc Ferrez os filmes que o mesmo importava da Casa Pathé Frères, de Paris. Outro italiano, Giacomo R. Staffa, montou em 1907 o Grande Cinematógrafo Parisiense, na Rua Chile fronteiramente ao Hotel Avenida, ali exibindo filmes franceses e dinamarqueses. Nestes quase sempre aparecia, com sua esbelta figura, o artista dinamarquês Waldemar Psilander, poucos anos depois assassinado em Kopenhagen. Também naquele ano abriu suas portas o Cinematógrafo Pathé, na Avenida Central ns. 147 e 149, de propriedade da firma Arnaldo & Comp., cujo chefe Arnaldo de Sousa, veio a tornar-se muito conhecido como exibidor. Mais tarde o estabelecimento passou à propriedade do citado Marc Ferrez, filho do artista da missão artística francesa de 1816. Depois foi transferido para o nº 116, sendo vulgarmente conhecido como Pathezinho. Em 1908 foram abertos, entre outros, os cinemas: Ouvidor, na rua desse nome nº 154; Paris, na Praça Tiradentes nº 50; Brasil, num sobrado daquela praça. Em 1909 inaugurava-se o Cinematógrafo Popular; situado na Avenida Marechal Floriano Peixoto esquina da Avenida Passos. E, a seguir, são montados: o Rialto (ao lado do Parisiense); o Odeon (Avenida esquina de Sete de Setembro, com vasta sala de espera e duas salas de exibições voltadas para as referidas artérias); o Avenida (Avenida esquina de Assembléia) e o Central (Avenida nº 166).
O antes mencionado Pathé se transformou, no ano de 1911, em Cinematógrafo Palais, sendo explorado, depois de Arnaldo de Sousa, por Alberto Sestini e pela firma Darlot. Ainda no mesmo ano dava-se a inauguração, na Rua do Ouvidor nº 127 – entre a Avenida e a Rua Gonçalves Dias – do Cinematógrafo Ouvidor, sendo proprietários do mesmo os irmãos Stamile: que foram os primeiros exibidores dos filmes norte-americanos. Na sala de espera desse cinema o pianista Aurélio Cavalcanti deliciava os freqüentadores com melodiosas valsas enquanto esperavam a entrada na sala de projeções.
Os cinemas da Avenida e da Rua Chile tinham salas de espera dotadas de sofás em toda a volta, bela decoração com espelhos e balaustradas sobre as vias públicas. Eram amplos recintos onde as pessoas aguardavam a hora do filme – ouvindo boas orquestras de moças, colocadas em palanques – constituindo, outrossim, pontos de encontro de amigos, de senhoras elegantes e de empertigados cavalheiros. E como as cadeiras da platéia estavam divididas em 2ª classe (as mais próximas da tela) e em 1ª classe (as mais afastadas e, portanto, as melhores), havia salas de espera separadas. Tempo houve em que uma 2ª classe valia 1$500 réis e uma 1ª somente 2$500 réis! Ainda no centro da cidade ou nas suas proximidades funcionaram os cinemas Carioca (no Largo do mesmo nome), Ideal e Íris (Rua da Carioca), Olímpia (Rua Visconde do Rio Branco), Kab-Kab (Ouvidor esquina de Gonçalves Dias), Colosso (no Teatro São José), Primor (Avenida Passos) e Lapa (Avenida Mem de Sá). Outros cinemas: Brasil, Demaria, Parque Novidades, Rio Branco, Universal, Éden, Floresta, Lavradio. A seguir, surgiram, na Praça Floriano, os cinemas Capitólio, Glória, Império e Odeon, o que se deveu a Francisco Serrador, cidadão espanhol, grande trabalhador a prol da cidade. Coube-lhe converter o descampado onde outrora estivera o Convento da Ajuda, numa zona comercial, importantíssima; ali erigindo inúmeros arranha-céus e montando, nas respectivas lojas, aqueles cinematógrafos. Criou, assim, o bairro que foi vulgarmente conhecido como Cinelândia e que hoje está crismado como Bairro Serrador. E devido à iniciativa de Marc Ferrez, também foi instalado naquele bairro o terceiro Pathé.
Nos bairros funcionavam cinqüenta e tantos cinemas, dentre os quais se destacavam os denominados: Americano e Atlântico (Copacabana); High-Life, depois Guanabara (Praia de Botafogo); Politeama (Largo do Machado); Excelsior (Rua do Catete); América, Velo, Brasil e Haddock Lobo (todos na rua deste nome); Tijuca, Andaraí, Matoso, Méier e Engenho de Dentro (nos bairros assim denominados); e mais os conhecidos como Hélios, Ramos, Guarani, Smart, Modelo, Fluminense e Elegante.

AGORA POSTAREI ALGUMAS SALAS DE CINEMAS. NÃO ESTÃO NA ORDEM CRONOLÓGICA E NEM ESTÃO TODAS AS SALAS, MAS VALE A PENA DAR UMA OLHADA.
Na foto dos anos 1960, observamos o Cine Miragem que era moderno e comportava mais de 300 lugares. Localizado em Petrópolis.


Fachada do Cine Jóia, em Copacabana, em 01 de fevereiro de 1987 (Foto: Guilherme Pinto - Agência OGlobo)

Fachada do Cine Rex, no Centro da Cidade do Rio, em 12 de março de 1981. (Foto: Frederico Secco - Agência OGlobo)

O Cine Ipanema ficava situado na Rua Visconde de Pirajá, 86, em frente à Praça General Osório. Foto de 1934.

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Fachada dos Cinemas Lido 1 e 2, Copacabana, em 30 de setembro de 1975 (Foto: Manoel Soares).

Fachada do Cinema Metro Boa Vista, Passeio Público, em 12 de março de 1981. (Foto: Frederico Secco - Agência OGlobo).

Fachada Cinema Condor, Largo do machado, em 03 de abril de 1989(Foto: William de Moura – Agência OGlobo)

Fachada do Cine São José, Praça Tiradentes, em 12.03.1976 (Foto: Agência OGlobo).

Fachada do Cinema Império, na Cinelândia, no Rio, em 11 de dezembro de 1978. (Foto: Anibal Philot - Agência O Globo). Hoje é uma, das tantas que invadiram as salas de cinema, igreja universal.

Cine Pirajá, em Ipanema, em 30 de setembro de 1975 (Foto: Manoel Soares - Agência OGlobo).













Fachada do Cine Marajá, no Méier, em 16 de setembro de 1982 (Foto: Lúcio Marreiro - Agência OGlobo).

Fachada do Cine Imperator, no Meier, em 19 de novembro de 1985 (Foto: Luiz Betthencourt - Agência OGlobo).

Fachada do Cine Presidente em 12 de março de 1976 (Foto: Agência OGlobo).

Fachada do Cine Guarabu, na Ilha do Governador, em 29 de junho de 1982 (Foto de Cezar Loureiro - Agência O Globo).

O O Cine Coper localizava-se no bairro de Botafogo.

Santa Cecilia – Inaugurado em 1930 com 1.994 lugares, sendo 1.246 na platéia – 150 nas frizas laterais e 598 no balcão. Encerrou suas atividades em 1961.

Cine São Luiz -  R. do Catete  (1974).

Fachada do Cine Marrocos em 12 de março de 1976 (Foto Agência OGlobo).

Cine Veneza foi inaugurado em 1963.

Inaugurado em 30 de outubro de 1952 e demolido em 1979, o Cine Pax ficava em Ipanema. 

O O Cine Todos os Santos era conhecido popularmente como “Todinho” ou “Metro Todos os Santos” e ficava situado na Rua Getúlio, em Todos os Santos, na região do Grande Méier. A foto é da década de 80. Se liga no nome de um dos filmes: Christiane F drogada e prostituida. Um clássico, proibido para menores.

O O Cine Rian ficava situado na Av. Atlântica, Copacabana, onde hoje existe o Hotel Pestana.

Fachada do Cine Bruni Méier (Foto de Sergio Lima em 08.04.1989 - Agência O Globo).

Cine Guaraci, localizado na rua Rocha Miranda, no Rio de Janeiro.

Cine Ricamar era localizado na Av. Nossa Senhora de Copacabana no Rio de Janeiro.

Cine Theatro Casino - Passeio Público.

O Cine Bruni Tijuca foi uma sala de cinema na Praça Sáenz Peña, Tijuca, era uma sala bem pequena e ficava numa galeria comercial que até hoje existe com varejo de roupas, sapatarias e afins. Funcionou entre 1968 a meados da década de 1990.

O O Cinema High Life ficava na Praia de Botafogo, esquina com Rua da Passagem. Na década de 50 (quando a foto abaixo foi tirada), o High Life mudou de nome: virou o “Guanabara”, que funcionou até 1977, quando foi demolido.

 número 1474 da Rua Uranos, mais conhecido como Cine Olaria, construído em 1920. O cinema antes de chamar-se Olaria tinha o nome de Cine Santa Helena, e era de propriedade da família Caruso.

Cinema Olinda, que era localizado na Praça Saenz Peña nº 51, na Tijuca, inaugurado no dia 23 de setembro de 1940. Foi o maior cinema da história da exibição carioca (chegou a ter 3500 lugares). Sofreu algumas reformas e, em 1951, diminuiu sua capacidade para com 3.158 lugares.Infelizmente, seu prédio foi demolido em 1972. Hoje shopping 45.

Cinema América, Rua Conde de Bonfim, 334 – Inaugurado em 1927 com 1.157 lugares – Média anual de 2.012 e 464.779 espectadores.

O Cine Azteca  -  R. do Catete  (1968).

Localiza-se na Av. Nossa Sra. de Copacabana 1.362. Foi inaugurado em 1954, com capacidade de 867 lugares.

Rebatizado em 1988 como Star Ipanema, o Bruni Ipanema foi inaugurado em 1963 e na década de 70 passou a ser chamado de Roma Bruni. Encerrou suas atividades em 2002, e em seu lugar há hoje uma Casa e Vídeo.

Cine  Bruni - R. Barata Ribeiro - Copacabana.

Sala de espera do Cinema Pathé, à Av. Central, 116. No balcão, ao fundo, uma orquestra de senhoritas animava os intervalos das sessões.(Arquivo do Museu da Imagem e do Som. Reprodução de Roberto Jesus Oscar.).


O Cinema Odeon é propriedade da Empresa de Cinemas São Luiz Ltda. É localizado na rua Visconde do Rio Branco, 
n. 375.O Odeon foi Fundado no ano de 1934, e para a nossa felicidade existe até hoje.

O Cinema Central localizava-se na Rua Haddock Lobo 463.


Cine Miramar – Praia do Leblon (Av. Delfim Moreira). Cine Miramar 1973, nos últimos dias.

Localizado bem no centro da cidade do Rio de Janeiro, na rua Marechal Floriano, é surpreendente ver a fachada do prédio abandonada… Nele, lê-se claramente: “CINE FLORIANO”, já desativado há muito tempo. No primeiro piso, funciona um “moderno” estacionamento.

Cinema Palácio – Década de 40. 

Fachada do Cine Bruni (Super Bruni) em Ipanema em 13 de maio de 1971 (Foto: Luiz Pinto - Agência OGlobo).

Cine Paissandú, Flamengo. O Paissandu foi inaugurado em 15 de dezembro 1960 e, a partir de 1964, a Cinemateca do MAM ficou responsável pela programação, composta sobretudo de filmes franceses que não costumavam ser exibidos em circuito comercial.

Antes de ser dividido em três, em 1991, o Roxy chegou a acolher até 1 630 pessoas: na parte da frente havia umfosso para a orquestra, e o teto lembrava um disco voador. Copacabana.

Cine   Estácio de Sá  (desativado) 

Cine Lux -  Ilha do Governador.

Cines Madureira 1 e 2  -  Madureira.

Cine Maracanã - R. São Francisco Xavier - Maracanã.

CINEAC - Av. Rio Branco - Centro.

Cines  Coral e Scala - Praia do Botafogo.

Cine Vitória  -  R. Senador Dantas - Centro

Cine Pathé -  Pça.  Marechal Floriano, 45 - Cinelândia.

Cine Metro Tijuca - Pça Sans Pena - Tijuca.

Cine Capitólio   - Pça Mal. Floriano Peixoto  - Cinelândia (1958).

Cine Carioca -  Pça Sans Pena - Tijuca.

Cine Íris, na Rua da Carioca, nº 49, inaugurado em 1909.

Entrada do cine Íris.